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Neuropatia autonômica cardiovascular e níveis de vitamina D em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e estágios iniciais de doença renal diabética

Unidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA
Subunidade
INSTITUTO DE CIENCIAS MEDICAS
Coordenador
JOAO SOARES FELICIO
Período
2024-08-01 a 2025-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura

Resumo

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue devido a uma combinação de resistência à insulina e secreção insuficiente de insulina, sendo o tipo mais comum de diabetes mellitus (DM), correspondendo de 90% a 95% de casos de DM. O DM2 resulta de interações entre fatores genéticos e ambientais e vários fatores de risco já identificados, incluindo idade, história familiar, hábitos alimentares, estilo de vida sedentário e obesidade (ADA, 2023). A exposição crônica à hiperglicemia, que é característica da doença, comumente resulta em complicações vasculares, que são as principais causas de morbidade e mortalidade no DM2 e são divididas em macrovasculares e microvasculares. As complicações macrovasculares incluem doença arterial coronariana, doenças cerebrovasculares e doença arterial periférica, enquanto as complicações microvasculares são aquelas que afetam os pequenos vasos sanguíneos e incluem a retinopatia, doença renal diabética (DRD) e neuropatia, resultante da combinação de dano endotelial direto mediado pela glicose, estresse oxidativo e produtos finais da hiperglicemia (NA, 2023). A VD é um micronutriente que está recebendo bastante destaque nos estudos envolvendo DM. Na doença renal crônica a hipovitaminose D surge por mecanismos relacionados à baixa concentração da megalina e do citocromo P 27B1 (CYP27B1) (NAKASHIMA et al. 2016). A diminuição da megalina reduz a reabsorção da proteína ligadora da vitamina D e consequentemente a conversão da 25(OH)D3 em 1,25(OH)2D3 (SAITO et al., 1994). O declínio do CYP27B1, decorrente da proteinúria, diminui a produção de 1,25(OH)2D3 pela perda do complexo 1,25(OH)2D3 e proteína ligadora da vitamina D, ademais a captação de 25(OH)D3 diminui devido à regulação negativa dos níveis de megalina. (PILZ et al., 2011; BOUILLON et al., 2014). A neuropatia autonômica no diabetes pode afetar as fibras colinérgicas, adrenérgicas e peptidérgicas podendo gerar sinais e sintomas em múltiplos sistemas, como gastrointestinal, geniturinário e cardiovascular (QUIROZ-ALDAVE et al., 2023). Tem característica degenerativa e sua prevalência varia de 16,7% até 65% dependendo do critério diagnóstico e população (FREEMAN, 2014). Os mecanismos da neuropatia autonômica são complexos e multifatoriais. A hiperglicemia crônica e as alterações metabólicas associadas levam a um microambiente inflamatório com ativação de diversas vias que resultam em aumento de estresse oxidativo e nitrosativo, os quais induzem dano direto ao feixe nervoso e isquemia secundária à disfunção endotelial (DIMITROPOULOS, 2014). Estudos sugerem a associação entre hipovitaminose D e doença renal do diabetes. Adicionalmente, suplementação de altas doses de vitamina D se mostrou benéfica para neuropatia autonômica cardiovascular em pacientes com DM1. Entretanto, em pacientes com DM2 e estágios iniciais de DRD, os dados sobre a NAC e níveis de vitamina D são limitados. Este será um estudo transversal para avaliar a neuropatia autonômica cardiovascular e níveis de vitamina D em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e estágios iniciais de doença renal diabética.