INSTABILIDADE DE MICROSSATÉLITE E ADENOCARCINOMA COLORRETAL: CASUÍSTICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo avaliar o impacto prognóstico da instabilidade de microssatélites e da deficiência do sistema de reparo de erros DNA (mismatch repair pMMR) em pacientes com adenocarcinoma colorretal atendidos no Hospital Universitário João de Barros Barreto, vinculado à U Federal do Pará. O estudo busca caracterizar o perfil histopatológico e imunofenotípico desses tumores, analisando a expressão das proteínas MLH1, PM por meio de imunohistoquímica, com a finalidade de identificar tumores proficientes ou deficientes no sistema MMR. A pesquisa será desenvolvida como estudo observacional, retrospectivo, transversal, analítico, documental e laboratorial, utilizando dados secundários prontuários, laudos anatomopatológicos, registros institucionais, lâminas histológicas e blocos de parafina previamente arquivados. A população será co pacientes adultos com diagnóstico histopatológico de adenocarcinoma colorretal primário, atendidos e/ou tratados no Hospital Universitário João de Bar 2008 e 2025. Serão incluídos casos com informações clínicas e anatomopatológicas disponíveis e material tumoral representativo para análise histológi histoquímica. Serão avaliadas variáveis sociodemográficas, clínicas, anatomopatológicas e imunofenotípicas, incluindo idade, sexo, procedência, ano do diagnóstico, l tumoral, tipo histológico, grau de diferenciação, margens cirúrgicas, invasão vascular angiolinfática, invasão perineural, tumor budding, infiltrado linfoc estadiamento pTNM e expressão das proteínas do sistema MMR. A partir desses dados, pretende-se comparar tumores pMMR e dMMR, investigando po entre o status MMR/MSI, características morfológicas de valor prognóstico e sobrevida global dos pacientes. A relevância do estudo está relacionada à importância crescente dos biomarcadores moleculares no câncer colorretal, especialmente na estratificação p rastreamento de síndromes hereditárias, como a síndrome de Lynch, e na identificação de pacientes que podem se beneficiar de estratégias terapêutica incluindo imunoterapia. Além disso, a pesquisa contribui para suprir lacunas sobre o perfil histopatológico e molecular do adenocarcinoma colorretal na Brasil, considerando as particularidades epidemiológicas, sociais e assistenciais da população amazônica. Espera-se, ao final do trabalho, determinar a frequência de tumores proficientes e deficientes no sistema pMMR, identificar padrões de perda das prote MSH2 e MSH6, reconhecer associações entre deficiência do sistema MMR e características anatomopatológicas específicas, além de contribuir para a pr regional em Patologia, Oncologia e Gastroenterologia. Os resultados poderão subsidiar futuras pesquisas translacionais, fortalecer a prática anatomopat institucional e ampliar o conhecimento sobre fatores prognósticos no adenocarcinoma colorretal em pacientes atendidos na rede universitária de saúde