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EFEITO DO COLECALCIFEROL EM ALTAS DOSES NO RITMO PRESSÓRICO DAS 24 HORAS EM PACIENTES COM DM2 E DOENÇA RENAL EM ESTÁGIO INICIAL

Unidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA
Subunidade
INSTITUTO DE CIENCIAS MEDICAS
Coordenador
FRANCIANE TRINDADE CUNHA DE MELO
Período
2024-11-01 a 2025-10-31
Grupo
Pesquisa

Resumo

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue devido a uma combinação de resistência à insulina e secreção insuficiente de insulina, sendo o tipo mais comum de diabetes mellitus (DM), correspondendo de 90% a 95% de casos de DM. O DM2 resulta de interações entre fatores genéticos e ambientais e vários fatores de risco já identificados, incluindo idade, história familiar, hábitos alimentares, estilo de vida sedentário e obesidade (ADA, 2023). A exposição crônica à hiperglicemia, que é característica da doença, comumente resulta em complicações vasculares, que são as principais causas de morbidade e mortalidade no DM2 e são divididas em macrovasculares e microvasculares. As complicações macrovasculares incluem doença arterial coronariana, doenças cerebrovasculares e doença arterial periférica, enquanto as complicações microvasculares são aquelas que afetam os pequenos vasos sanguíneos e incluem a retinopatia, doença renal diabética (DRD) e neuropatia, resultante da combinação de dano endotelial direto mediado pela glicose, estresse oxidativo e produtos finais da hiperglicemia (NA, 2023).A VD é um micronutriente que está recebendo bastante destaque nos estudos envolvendo DM, que embora denominada vitamina, conceitualmente trata-se de um pré-hormônio e engloba um conjunto de moléculas secosteróides derivadas do 7-deidrocolesterol (7-DHC) (MARTIN et al., 2011). Em estudo realizado em camundongos, a suplementação de 1,25-dihidroxivitamina D3 [1,25(OH)2D3] resultou na redução significativa da glicose sanguínea, o que pode indicar um efeito direto da 25-hidroxivitamina D3 [25(OH)D3] no controle glicêmico (TIAN, 2021). Estudo recente com 453 pacientes com DM2 demonstrou uma prevalência na deficiência de vitamina D [25(OH)D < 20 ng/ml] de 71,1% (SHAHWAN, et al., 2023). Adicionalmente, houve uma associação entre o nível de 25(OH)D e nefropatia diabética em pacientes com DM2, indicando que aqueles com eGFR < 60 mL/min, relação albumina/creatinina > 30 mg/g de creatinina sérica > 1,8 mg/dL são mais propensos a apresentar deficiência de vitamina D (SHAHWAN, et al., 2023). A investigação da relação entre a VD e o DN é escassa na literatura. Embora um número reduzido de estudos demonstre convergências no que tange à associação entre deficiência da VD e padrões de perda da queda da PA noturna (Yilmaz et al., 2015; Karadag et al., 2017), ainda não há registros de correlações com o metabolismo da 25(OH)D no panorama da perda do DN no DM2. Estudos sugerem a associação entre hipovitaminose D e doença renal do diabetes. Adicionalmente, a suplementação de altas doses de vitamina D se mostrou benéfica em pacientes com DM1. Entretanto, em pacientes com DM2 e estágios iniciais de DRD, os dados a respeito do efeito da suplementação de vitamina D em altas doses sobre o ritmo pressórico das 24 horas são limitados.