PADRÕES DE COMUNICAÇÃO, ESTRESSE E RESISTENCIA EM FAMILIAS DE PESSOAS COM E SEM DEFICIENCIA
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Mudanças Climáticas – Mudanças Climáticas
Resumo
As evidencias empiricas sustentam a forte relação entre as variaveis comunicação, resistencia familiar e estresse parental quando se investiga as familias de pessoas com deficiencia. Em termos gerais, embora partam da visão sistemica de familia e admitam a natureza complexa desses fenomenos, pouco se utilizam de metodologias que permitam envolver de forma abrangente essas variaveis, particularmente o processo de comunicação familiar. Nesse sentido, tomando como base a abordagem integradora de Galvin (2014), o presente projeto se propõe a compreender a relação entre comunicação familiar, resistência familiar e estresse em famílias de crianças com e sem deficiência, buscando identificar as interseções dos padrões de comunicação e seus estilos narrativos. Nessa perspectiva, considera-se essencial o uso de uma abordagem multimetodológica que combine o uso de escalas padronizadas com observação e análise do discurso dos participantes. Daí, o presente projeto estar organizado em dois momentos, sendo o primeiro constituído pela adaptação e validação do Family Problem-Solving Communication Index (FPSC) e do Family Family Hardiness Index (FHI) para o contexto brasileiro. Após a validação, estas escalas, associadas ao índice de estresse parental, ao diagnostic adaptive behavior scale e ao inventário sócio demografico, serão aplicadas a 200 cuidadores de famílias com e sem deficiência. Os dados obtidos com as escalas serão submetidos a estatística descritiva, aplicação de análise fatorial (AF) e análise de correspondência (ANCOR). O segundo momento. Com o objetivo de acessar, por meio das narrativas familiares, os significados e sentidos produzidos por seus membros no lidar com a situação de estresses, no segundo momento será realizado entrevistas semiestruturadas com 40 famílias (20 famílias de pessoas com deficiência e 20 famílias de pessoas sem deficiência). As famílias serão selecionadas de acordo com os resultados obtidos no Family Problem-Solving Communication Index (FPSC). Cada família participará de cinco encontros de 40 minutos que acontecerá de 15 em 15 dias na clínica de psicologia da UFPA. Nos encontros serão abordadas algumas questões que sofrerão ajustes considerando a constituição do grupo (experimental ou controle). Todos os encontros serão gravados. Além da família, participará de cada encontro uma equipe de três pesquisadores com formação em psicologia. O procedimento de análise será organizado em dois momentos: construção do protocolo de análise e análise do banco de imagens. A construção do protocolo se dará com base no conteúdo e na coerência do discurso e se dará em 4 etapas, a saber: 1) análise individual, 2) análise em grupo e produção de um sistema inicial de categorias, 3) teste de validação do sistema inicial com as famílias, 4) síntese e construção da versão final do sistema de categorias. A versão final do sistema de categorias produzido pelos observadores será utilizada na análise do banco de dados constituído pelas imagens gravadas durante os encontros com as famílias. Por fim, os dados encontrados no primeiro momento serão apresentados de forma dialogada com os dados qualitativos a luz da literatura.