← Voltar

Efeito do uso de timeout na escolha, persistência e ressurgência do comportamento

Unidade
NUCLEO DE TEORIA E PESQUISA DO COMPORTAMENTO
Subunidade
POS-GRADUACAO EM TEORIA E PESQUISA DO COMPORTAMENTO
Coordenador
PAULO SERGIO DILLON SOARES FILHO
Período
2024-08-01 a 2026-07-31
Grupo
Pesquisa

Resumo

Um dos procedimentos de punição negativa utilizado para reduzir a probabilidade de um comportamento é o Timeout (TO). O TO pode ser definido como um tempo sinalizado, contingente à resposta, na qual os estímulos reforçadores não estão disponíveis. A maior parte do conhecimento sobre os efeitos do TO vem da Análise do Comportamento Aplicada, resumindo-se a regras práticas e a evidência da pesquisa básica sobre os efeitos do TO (e seus parâmetros) no responder é limitada. Portanto, o presente projeto de pesquisa pretende no período de agosto 2024 a agosto 2026 desenvolver um conjunto de experimentos, utilizando ratos como sujeitos experimentais, nos quais serão avaliados os efeitos da punição de um comportamento por meio do procedimento de timeout (1) no valor de uma opção em uma situação concorrente simples; (2) na persistência do comportamento (i.e. resistência a extinção); e (3) na ressurgência de um comportamento previamente punido. Para isso, no experimento 1, os sujeitos (n = 6) serão submetidos a um esquema de reforçamento concorrente simples (VI 20s – VI 20s), porém, sobreposto à contingência de reforçamento serão sobrepostos timeouts de diferentes durações (5s, 20s e 60s) com esquema de punição de VI 20s. al alterações na alocação da resposta indicarão como as diferentes durações do TO afetam o valor de uma opção em uma situação de escolha concorrente simples. No experimento 2, os sujeitos (n = 12) serão submetidos a um esquema múltiplo de reforçamento com dois componentes (MULT VI 10s – VI 10s), em seguida, sobreposto ao esquema de reforçamento, para um dos componentes será apresentado um TO de 20 segundos contingente a resposta (VR 5). Para o outro componente os sujeitos serão submetidos a apresentação do TO de forma não contingente, com uma taxa acoplada à obtida no outro componente. Nas cinco sessões da fase de teste de persistência do comportamento, metade dos sujeitos (n = 6) terão ambas as contingências (i.e. reforçamento e TO) interrompidas e, para a outra metade dos sujeitos (n = 6), apenas a contingência de reforçamento será interrompida e a apresentação do TO será mantida independente da resposta para ambos os componentes. A comparação da taxa da resposta entre os componentes durante as sessões de teste para ambos os grupos de sujeitos permitirá avaliar o efeito da apresentação contingente do TO na persistência do comportamento. No Experimento 3, os sujeitos (n = 6) serão submetidos a um procedimento típico para avaliação da ressurgência comportamental, porém, na fase 2 uma resposta alvo passará a ser reforçada (VI 10s) e a resposta alvo continuará produzindo reforço (VI 10s), porém, sobreposto ao esquema de reforçamento da resposta alvo a resposta também produzirá um TO (20 s) com uma probabilidade de 0.5. Na fase 3, de teste de ressurgência, todas as contingências de reforço serão interrompidas (alvo e alternativa), porém, para evitar um efeito da retirada do TO a mesma continuará vigente. A avaliação da taxa da resposta alvo durante a fase de teste em comparação com a fase anterior permitirá avaliar o efeito da punição da resposta alvo na ressurgência do comportamento.