Estigma e impacto psicossocial da hanseníase: avaliação psicométrica na população de Belém, Pará
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 10 - Redução das Desigualdades
Resumo
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos e, em casos mais graves, pode levar a incapacidades físicas permanentes. Embora exista tratamento eficaz e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a hanseníase ainda representa um grande desafio para a saúde pública brasileira. O Brasil é um dos países com maior número de casos novos no mundo, sendo a Região Norte, especialmente o estado do Pará, uma das áreas mais afetadas. Em Belém, capital do estado, os indicadores de hanseníase permanecem elevados, refletindo condições de vulnerabilidade social, desigualdade no acesso à saúde e carência de políticas de prevenção e educação em saúde. No entanto, além dos impactos físicos, a doença também carrega um forte estigma histórico e cultural, gerando exclusão social, discriminação e sofrimento psicológico. Apesar da importância desses aspectos, o impacto psicossocial da hanseníase ainda é pouco investigado em nível local. Muitos pacientes enfrentam dificuldades emocionais, sociais e econômicas que não são adequadamente abordadas pelas políticas públicas. Assim, torna-se fundamental compreender como a hanseníase afeta a vida dos indivíduos em múltiplas dimensões, especialmente em contextos urbanos e socialmente desiguais como o de Belém. Este projeto de extensão propõe-se a avaliar os efeitos psicossociais da hanseníase na população de Belém, buscando entender as experiências vividas por pessoas acometidas pela doença, com o objetivo de contribuir para ações de educação, acolhimento e redução do estigma, em consonância com os princípios da atenção integral à saúde e da extensão universitária.