VIOLÊNCIAS INTERPESSOAIS E AUTOPROVOCADAS CONTRA PESSOAS LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS E TRANSGÊNEROS: RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS DE SAÚDE PARA O ENFRENTAMENTO DA LGBTFOBIA NO MUNICÍPIO DE BELÉM/PA
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 10 - Redução das Desigualdades
Resumo
A violência é um problema global de saúde pública, que gera diversos impactos e gastos para a saúde. Nesse campo, destaca-se a violência perpetrada contra pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Intersexos e Assexuais (LGBTIA+), chamada LGBTfobia, compreendida como toda conduta que envolve aversão odiosa à orientação sexual ou à identidade de gênero do indivíduo. Diante disso, o Ministério de Saúde implantou o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes que, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, faz a notificação de diversos tipos de violência interpessoais e autoprovocadas, incluindo a LGBTfobia. Assim, o profissional que realiza as notificações pode coletar informações da vítima, do agressor, tipo de violência, motivação e outros. Objetivo: Elaborar tecnologias de saúde sobre violências interpessoais e autoprovocadas perpetradas contra pessoas LGBTIA+ para o município de Belém/PA. Metodologia: É um estudo de natureza descritiva e epidemiológica, sendo realizado na cidade de Belém/PA, por meio da análise de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém, no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2022.