Estabelecimento de plataformas para desenvolvimento de anticorpos policlonais e monoclonais recombinantes para diferentes alvos no câncer gástrico, tendo com modelo de desenvolvimento anticorpos anti-CLN18.2
Resumo
A CLDN18 tem duas isoformas: CLDN18.1 e CLDN18.2, que são um dos principais constituintes de junções comunicantes no epitélio pulmonar e gástrico. No pulmão, a variante 18.1 é predominantemente expressa, enquanto, no epitélio gástrico, a principal variante é a claudina-18.2. A Claudina 18.2 é considerada um alvo ideal para imunoterapia, pois é expressa apenas em células epiteliais diferenciadas na mucosa gástrica, e não em quaisquer outros tecidos saudáveis em condições fisiológicas normais. No entanto, é altamente expressa em tumores malignos primários, como câncer gástrico (CG), de mama, cólon e fígado. Assim, os anticorpos terapêuticos contra Claudina 18.2 na terapia do câncer gástrico podem ser mais seletivos e consequentemente menos tóxicos. Além disso, Claudina 18.2 ativada aberrantemente também é frequentemente observada em adenocarcinoma pancreático, câncer de esôfago, ovário e pulmão (2,3). Atualmente, várias empresas farmacêuticas estão buscando desenvolver anticorpos terapêuticos específicos para a Claudina 18.2. O IMAB362 (Claudiximab) é um anticorpo monoclonal contra a isoforma 2 da Claudina-18 para o tratamento de adenocarcinomas gastrointestinais e tumores pancreáticos, que está em fase mais avançada de desenvolvimento. Com a aprovação do primeiro anticorpo para uso terapêutico será criada a demanda por anticorpos para diagnóstico de pacientes com expressão aberrante de CLDN18.2. Nesse contexto, este projeto tem o objetivo de desenvolver insumos oncológicos protéicos, tais como antígenos tumorais, anticorpos policlonais e monoclonais anti-CLDN 18.2, para serem disponibilizados pelo SUS e usados no câncer gástrico e/ou outros cânceres com expressão aberrantes da CLDN 18.2.