DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS E SERVIÇOS FITOTERÁPICOS NO ÂMBITO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, COM ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 5 - Igualdade de Gênero
- 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
- 10 - Redução das Desigualdades
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários
- Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas
- Políticas Públicas – Apoio à Formulação
Resumo
A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos traz em seu escopo dezessete diretrizes com subdiretrizes que buscam orientar a promoção e a implantação da cadeia produtiva da Fitoterapia em seus mais diversos aspectos, desde estimular a comunicação para a divulgar apropriadamente a prática até incentivar a exportação de produtos e insumos da cadeia5. Dentre as diretrizes propostas por esta política, este projeto, inicialmente, irá desenvolver ações com base naquelas que se relacionam com demandas sociais em termos de assistência à saúde no sentido mais amplo. As atividades que serão ser desenvolvidas no âmbito deste projeto para além da centralidade em uma ou mais diretrizes da PNPMF, buscarão atender aos objetivos de desenvolvimento, na medida do possível, sustentável, propondo serviços e produtos que atendam à demanda da sociedade em termos de utilização racional de derivados de plantas medicinais, promovendo ainda a organização das comunidades, a geração de ocupação com renda e a preservação de bens culturais e a utilização consequente dos recursos naturais. O uso e aproveitamento de plantas medicinais e fitoterápicos pode se configurar numa importante estratégia para o enfrentamento das desigualdades regionais existente no Brasil, podendo promover a necessária oportunidade de inserção socioeconômica de populações, de territórios, caracterizados pelo baixo dinamismo econômicos e indicadores sociais precários como a Amazônia2. As condições socioeconômicas dessa região (pobreza, educação, saúde, desigualdade de gênero, mortalidade infantil e materna) está abaixo da média nacional. A Etnofarmácia se constitui numa interface de conhecimentos e saberes, com centralidade na Farmácia e firmemente relacionada com outras diferentes áreas do conhecimento , empiricamente se relaciona com a planta medicinal, as formas e as alegações de seu uso, dentre outras informações, através do Levantamento Etnofarmacêutico. Por ser um projeto interdisciplinar, etapas metodológicas centradas em áreas de conhecimento afins, como economia, toxicologia, agronomia, arquitetura, sociologia da saúde, química. Esse arcabouço teórico será provido por colaboradores que atuam nos Programas de Pós-graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia e do Programa de Pós-graduação em Inovação Farmacêutica. Objetivos: Em termos gerais o projeto visa contribuir para a implementação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, de forma articulada e inovadora a fim de promover o desenvolvimento de produtos e serviços fitoterápicos no âmbito de políticas públicas. Resultados pretendidos: Diretrizes para desenho e planejamento ações que visem a elaboração de projetos para a oferta de serviços ou produtos fitoterápicos, previstos em políticas públicas do setor, ou não, originados da cultura local em diálogo com o conhecimento técnico-científico; Projetos arquitetônicos inclusivos que permitam produzir fitoterápicos artesanais e técnicos com baixo esforço e com conforto multidimensional, por parte de especialistas tradicionais portadoras do saber local; Fitoterápicos tecnológicos preparados a partir de saberes e insumos originários da cultura local, aplicando-se técnicas farmacêuticas avançadas; Tutoriais e documentos instrucionais integradores elaborados a partir do diálogo entre saber local e conhecimento técnico, relacionados a cadeias produtivas apropriadas para obtenção de fitoterápicos e alimentos.