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CARACTERIZAÇÃO DE BIOMARCADORES INFLAMASSOMOS NO ESPECTRO CLÍNICO E DESFECHOS DE TRATAMENTO DA HANSENÍASE E DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA

Unidade
NUCLEO DE MEDICINA TROPICAL
Subunidade
POS-GRADUACAO EM DOENCAS TROPICAIS
Coordenador
MARILIA BRASIL XAVIER
Período
2024-08-01 a 2026-12-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Resumo

A hanseníase é uma infecção crônica de acometimento dermato-neurológico que, nos últimos cinco anos, registrou 119.698 casos novos somente no Brasil. Mesmo sendo curável, a doença pode provocar graves deformidades e incapacidades a depender da forma clínica e condição associada. A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), por sua vez, é uma antropozoonose representada por um complexo grupo de distúrbios. Uma doença infecto-parasitária não contagiosa que pode expressar-se de diversificadas formas, tendo seus sinais e sintomas variando de acordo com o local de acometimento. Ambas as doenças são relevantes para a saúde pública seja pela prevalência, seja por graves acometimentos deixados nos pacientes. Para melhor entender como se desencadeia o processo inflamatório nas diferentes condições de cada patologia, este estudo busca caracterizar a participação dos componentes constituintes e produtos dos inflamassomas NLRP3, NLRP12, NLRC4 e AIM2 em lesões de pele de pacientes hansenianos e de pacientes portadores de leishmaniose tegumentar americana, além de estabelecer correlações com as variáveis clínicas de cada uma das patologias. Para isso, será desenvolvido um estudo analítico-descritivo composto de uma coorte mista. A amostra será dividida em dois grandes grupos correspondente a cada doença. De cada paciente, será realizada uma biópsia de pele da lesão de pele mais infiltrada, no momento do diagnóstico. A avaliação imunopatológica das lesões se baseará na reação de imunoistoquímica utilizado-se o método imunohistoquímico de Estreptavidina-biotina peroxidase. As lâminas serão analisadas em microscópio Zeiss e, pelas fotomicrografias registradas, será contada a quantidade de células marcadas por campo e calculada uma média. A partir daí, será feito o cálculo da densidade de células positivas. Com os dados, montar-se-á um banco para posterior análise entre as diferentes formas clínicas e condições associadas às doenças. Para descrição dos dados serão utilizadas medidas de tendência central e percentuais. Para análise estatística dos dados será utilizado o teste Qui-quadrado, tabela de contingência LxC, e o Teste G quando pertinente.