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AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA EM LESÕES INTRAEPITELIAIS CERVICAIS E DO CÂNCER DO COLO, NA CIDADE DE BELÉM DO PARÁ

Unidade
NUCLEO DE MEDICINA TROPICAL
Subunidade
POS-GRADUACAO EM DOENCAS TROPICAIS
Coordenador
HELLEN THAIS FUZII
Período
2024-04-01 a 2027-03-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Resumo

O câncer de colo uterino, apesar de ser passivo de prevenção, com a disponibilidade de vacinas, e ser rastreável, com altas chances de cura, continua a ser um problema de saúde pública. São 528 mil casos novos por ano no mundo, é o responsável pelo óbito de 270 mil mulheres por ano (INCA, 2017; INCA, 2018). No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) informa ser a terceira neoplasia mais comum na população feminina, perdendo para o câncer de mama e colorretal, excetuando os tumores de pele não melanoma. Este câncer tem como agente etiológico o HPV. Porém, este vírus não é suficiente para o seu desenvolvimento e vários outros fatores podem contribuir para isso. A resposta imunológica local é de grande importância para o desfecho da infecção pelo HPV. Uma boa resposta resolve a infecção em até 2 anos, e evita sua persistência. Outro fato é que, mesmo que ocorra o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas, cerca de 40% dos casos de HSIL, podem regredir pela ação do sistema imunológico (PATEL,2009). No desenvolvimento do câncer, a resposta imunológica pode impedir ou impulsioná-lo. Como descrito na introdução, muitos estudos apresentam indícios de modulação pelo vírus do sistema imunológico e também se verificou que as proteínas virais, E6 e E7, podem apresentar correlação com esses achados imunológicos. Além disso, novos tipos de resposta imunológicas foram descritas, com Th9, Th17 e Th22, e pouco se sabe sobre suas implicações na fisiopatologia do câncer de colo uterino. Sendo assim, este estudo se propõe a avaliar a resposta imunológica local, em associação à expressão dos oncogenes virais, em amostras de lesões pré-cancerínas e de câncer de colo uterino. Com isso, verificar se há uma modificação do perfil citocínico e se está relacionado com a expressão dos oncogenes virais.