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História da Educação no Pará: Transformações e Permanências no Entresséculos.

Unidade
NUCLEO DE ESTUDOS TRANSDISCIPLINARES EM EDUCACAO BASICA
Subunidade
POS-GRADUACAO EM CURRICULO E GESTAO DA ESCOLA BASICA
Coordenador
RAIMUNDO ALBERTO DE FIGUEIREDO DAMASCENO
Período
2022-09-01 a 2025-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 4 - Educação de Qualidade
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Impacto na Amazônia

  • Mudanças Climáticas – Mudanças Climáticas

Resumo

Na passagem do século XIX para o século XX o Brasil deixou de ser uma Monarquia e assumiu a forma republicana de governo, alterando algumas formas de gerir a coisa pública, o país passou a vivenciar e atentar-se para aspectos modernizantes segundo os padres de civilidade europeu, como ruas iluminadas, preocupação com a saúde e a higiene pública e a incorporação de avanços científicos e tecnológicos importantes, implementação de reformas educacionais em termos de seus edifícios, métodos e materiais didáticos. O país também passou de uma economia fundada na força de trabalho escrava para uma economia baseada no trabalho assalariado. Apesar da conquista do federalismo, os republicanos não conseguiram, pelo menos imediatamente, garantir a unidade política capaz de apaziguar ânimos e atender interesses tão diversos dos segmentos que apoiaram a queda da Monarquia. Se nas cidades, a nascente classe média e os setores profissionais liberais advogavam uma sociedade mais democrática, com ampla participação política, na área rural os fazendeiros lutavam por maior influência dos estados nas decisões políticas nacionais, diminuindo o poder central e ignorando a participação das classes subalternas e setores populares. A terceira via, representada pelos militares, defendia um estado forte e um governo centralizado, reprovando a participação popular na vida do país. Entretanto, a instauração de um pacto oligárquico, inicialmente na forma da política dos governadores, resolveu as controvérsias, possibilitando aos estados um governo autônomo em troca de apoio às iniciativas presidenciais. Para Campos Sales, presidente da República à época, isso se justificava porque “é de lá [dos estados] que se governa a República, por cima das multidões que tumultuam, agitadas, nas ruas da capital da União.” (apud CARVALHO: 2000). O envio de jovens oriundos de famílias abastadas para estudar nos países estrangeiros era visto como uma quase imposição diante da precariedade das instituições formadoras existentes no país. As novas exigências de ordem política, econômica e cultural estavam a demandar recursos humanos capazes de fazer frente aos desafios de um país que almejava o ingresso imediato no mundo desenvolvido. Nesse sentido, a educação se constituía no instrumento mais eficaz para a adaptação da recém-criada República nas premissas da ordem e do progresso. É nessa concorrência de acontecimentos que a educação passa a representar a redenção nacional. O novo regime se impunha, então, a missão essencial da formação da nacionalidade e a transformação de seus cidadãos em patriotas civilizados e modernos para atender aos anseios da República nascente.