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Estratégias comunicacionais, bioeconomia e sociobiodiversidade na Amazônia

Unidade
NUCLEO DE ALTOS ESTUDOS AMAZONICOS
Subunidade
POS-GRADUACAO EM DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL DO TROPICO UMIDO
Coordenador
FABIO FONSECA DE CASTRO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O projeto busca compreender as experiências e estratégias comunicacionais de populações tradicionais e subalternizadas da Amazônia. Deseja-se compreender como essas populações criam formas de resistência aos lugares-comuns, estereótipos, preconceitos e não-verdades a respeito da Amazônia veiculados na mídia e no debate público. Partimos de nossa própria vivência com essas comunidades e de nossa experiência de pesquisa na Amazônia para investigar como essas populações amazônicas estabelecem “tecnologias sociais comunicacionais” e, por meio delas, numa progressiva apropriação dos recursos tecnológicos, criam redes conectadas, produzem esforços de monitoramento das informações referentes à Amazônia que circulam no debate político e na mídia, tanto hegemônica como alternativa e, sobretudo, iniciam um esforço de comunicação sobre a própria realidade, buscando comunicar seus processos, vivências e percepções de mundo. A pesquisa se dará por amostragem, permitindo um momento posterior no qual esperamos compreender cenários macrossociais de “tecnologias sociais comunicacionais” amazônicas. Neste momento inicial, recorrendo à observação participante – e, assim, a uma etnografia da comunicação – faremos uma prospecção em três comunidade tradicionais amazônicas. Serão elas uma comunidade quilombola – a Terra da Liberdade, situada no município de Cametá-PA, uma comunidade extrativista ribeirinha, os territórios quilombolas de Tracuatea-PA (Torre, Cigano, Jurussaca e ampo Novo) e um assentamento rural, o João Batista 2, em Castanhal-PA. Nossa escolha pela etnografia da comunicação para essa abordagem se justiça mediante a necessidade de dar voz aos indivíduos e às comunidades amazônicas. Nosso objeto é compreender as tecnologias sociais comunicacionais de populações tradicionais e subalternizadas amazônicas analisando como ela atuam em torno do conceito e das práticas da bioeconomia, na proteção da sociobiodiversidade amazônica. Procederemos a análise dos dados levantados por meio de discussões sobre as insurgências sociais e a ecologia da comunicação.