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Estudo do Processo de Pirólise de lignina alcáli extraída de sementes de açaí (Euterpe oleracea Mart.) para produção de Hidrogênio Verde

Unidade
INSTITUTO DE TECNOLOGIA - ITEC
Subunidade
FACULDADE DE ENGENHARIA SANITARIA E AMBIENTAL
Coordenador
LUCAS PINTO BERNAR
Período
2025-08-01 a 2026-07-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 7 - Energia Acessível e Limpa
  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas
  • Políticas Públicas – Apoio à Formulação
  • Mudanças Climáticas – Mudanças Climáticas

Resumo

O agravamento das mudanças climáticas globais, impulsionado pelas crescentes emissões de dióxido de carbono oriundas da queima de combustíveis fósseis, evidencia a urgência por fontes alternativas de energia limpa. Neste contexto, a biomassa lignocelulósica residual emerge como maté ria-prima estratégica para a produção de biocombustíveis sustentáveis. Este trabalho propõe o aproveitamento de um resíduo agroindustrial abundante e subutilizado na região amazônica — as sementes de açaí (Euterpe oleracea Mart.) — visando a produção de hidrogênio verde por mei o do processo de pirólise da lignina extraída. A pesquisa contempla a caracterização físico -química e estrutural do resíduo bruto e da lignina obtida por extração alcalina, utilizando técnicas como análise proximal, FTIR e MEV. A lignina será submetida a pirólise em sistema reacional equipado com sensores de gases para quantificação em tempo real de H₂, CO, CO₂ e CH₄. O estudo experimental será conduzido com base em um planejamento fatorial completo, variando massa de lignina, temperatura final (450 –650 °C) e teor de catalisador (CaO), totalizando 27 ensaios. A variável de resposta principal será o rendimento de hidrogênio (g H₂/kg de biomassa seca). Espera -se identificar as condições operacionais ideais para maximizar a produção de H₂, contribuindo para o d esenvolvimento de rotas tecnológicas eficientes, ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis. Além disso, o projeto busca agregar valor à cadeia produtiva do açaí, promovendo a economia circular regional e integrando princípios de biorrefinaria na transição para uma matriz energética de baixo carbono.