← Voltar

O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS SOCIAIS PARA PROMOÇÃO DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA EM COMUNIDADES REMOTAS DA AMAZÔNIA: MICRORREDES DE DISTRIBUIÇÃO EM CC COM ENERGIA SOLAR, CAPTAÇÃO E TRATAMENTO DE ÁGUA, TRATAMENTO DE EFLUENTES ORGÂNICOS E COCÇÃO ELÉTRICA

Unidade
INSTITUTO DE TECNOLOGIA - ITEC
Subunidade
POS-GRADUACAO EM ENGENHARIA ELETRICA
Coordenador
WILSON NEGRAO MACEDO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 6 - Água Potável e Saneamento
  • 7 - Energia Acessível e Limpa

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos

Resumo

O acesso a serviços essenciais, como energia elétrica, água potável e saneamento básico, ainda representa um desafio crítico em comunidades remotas da Amazônia, exigindo soluções sustentáveis e adaptadas às realidades locais. Este projeto propõe a integração de tecnologias sociais — como microrredes de corrente contínua (MDCC) com energia solar, sistemas de captação e tratamento de água, tratamento de efluentes e cocção elétrica — como vetor de transição energética e inclusão socioambiental. A proposta foca na aplicação prática e avaliação de um modelo replicável de infraestrutura básica, utilizando uma MDCC já existente na Ilha da Pacoca (PA) como plataforma para integrar quatro tecnologias sociais. O sistema será testado em seis residências ribeirinhas, permitindo mensurar o impacto técnico-operacional e socioeconômico da integração dessas soluções. O problema central é a exclusão energética e a ausência de infraestrutura básica em comunidades isoladas, que limitam o desenvolvimento humano e perpetuam desigualdades. A hipótese investigada é que a integração de tecnologias sociais a uma MDCC pode manter sua autonomia energética, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida, a saúde e a resiliência comunitária. Evidências preliminares indicam que essas tecnologias, quando aplicadas isoladamente, já apresentam bons resultados. O desafio reside na sua aplicação integrada, na aceitação social e na sustentabilidade técnica e financeira. A metodologia envolve planejamento participativo, instalação dos sistemas, capacitação comunitária e monitoramento contínuo, com apoio de instituições do Brasil, do Peru e do Reino Unido. Espera-se que os resultados subsidiem políticas públicas e modelos de replicação em outras comunidades amazônicas, promovendo justiça social, inovação e sustentabilidade.