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Mudança ambiental na baía do Guajará: investigação das causas do assoreamento acelerado e da formação de uma nova ilha na região metropolitana de Belém

Unidade
INSTITUTO DE TECNOLOGIA - ITEC
Subunidade
FACULDADE DE ENGENHARIA SANITARIA E AMBIENTAL
Coordenador
MANOEL JOSE DOS SANTOS SENA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 6 - Água Potável e Saneamento
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente

Resumo

A Baía do Guajará, localizada na Região Metropolitana de Belém, constitui um dos mais importantes sistemas estuarinos da Amazônia Oriental, desempenhando papel estratégico para a navegação, os ecossistemas aquáticos e as atividades socioeconômicas da região. Nos últimos anos, entretanto, observou-se um fenômeno geomorfológico de grande magnitude caracterizado pelo intenso assoreamento nas proximidades da Ilha do Forte da Barra, resultando na formação de uma nova ilha a partir de aproximadamente 2017. Em menos de uma década, essa feição sedimentar atingiu cerca de 1,10 km² de área e passou a apresentar cobertura vegetal arbórea consolidada, indicando elevada estabilidade geomorfológica. Apesar da reconhecida dinâmica hidrossedimentológica da Baía do Guajará, as causas desse processo permanecem desconhecidas. Este projeto tem como objetivo investigar os fatores hidrológicos, sedimentológicos, geomorfológicos e ambientais responsáveis pelo assoreamento acelerado e pela formação da nova ilha, integrando análises multitemporais de imagens de satélite, levantamentos de campo, caracterização sedimentológica, avaliação das transformações ocorridas nas bacias hidrográficas contribuintes, análise de dados hidrológicos e modelagem numérica da circulação e do transporte de sedimentos. Espera-se identificar os mecanismos responsáveis pela evolução morfológica observada, reconstruir a dinâmica espacial do processo desde seu início e elaborar cenários para sua evolução futura. Os resultados contribuirão para o avanço do conhecimento sobre a hidrossedimentologia dos estuários amazônicos, fornecerão subsídios para a gestão ambiental e para a manutenção da navegabilidade da Baía do Guajará e poderão servir como referência metodológica para estudos de processos semelhantes em outros ambientes estuarinos da Amazônia.