MODELO DE AVALIAÇÃO DA ACESSIBILIDADE EM CAMPI UNIVERSITÁRIOS COM CONFIGURAÇÕES ESPACIAIS DISTINTAS
ODS vinculados
- 4 - Educação de Qualidade
- 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
- 10 - Redução das Desigualdades
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
Impacto na Amazônia
- Políticas Públicas – Apoio à Formulação
Resumo
A acessibilidade nos espaços universitários transcende o cumprimento de requisitos legais, refletindo o compromisso institucional com a inclusão, a autonomia e a equidade. Este projeto propõe o desenvolvimento e a validação de um modelo de avaliação da acessibilidade em campi universitários com diferentes configurações espaciais, tendo como base a comparação entre configurações espaciais horizontais e verticais. A análise parte do pressuposto de que a disposição física das edificações, o grau de dispersão e a estrutura de circulação interna impactam significativamente o desempenho das rotas destinadas aos pedestres, sobretudo àqueles com deficiência ou mobilidade reduzida. Embora a NBR 9050:2020 estabeleça critérios técnicos relevantes, ela não contempla as particularidades de configuração espacial que influenciam diretamente a experiência de acessibilidade. A metodologia adotada envolve aplicação de checklist técnico em vistorias presenciais e coleta de dados de percepção dos usuários, com posterior cálculo do Índice de Acessibilidade para cada rota avaliada. A robustez do modelo será testada por meio de análises estatísticas, como regressão múltipla e análise de sensibilidade, a fim de identificar a influência relativa de cada dimensão e indicador. Os objetivos específicos incluem: calcular o índice em campi distintos; avaliar a elasticidade dos pesos atribuídos às dimensões; quantificar o impacto dos indicadores; comparar os padrões de interferência entre configurações espaciais; e propor ajustes metodológicos. Espera-se como contribuição científica o aprimoramento de modelos de avaliação da acessibilidade aplicáveis a diferentes contextos urbanos e educacionais, a geração de subsídios para atualização de diretrizes normativas, e a produção de conhecimento técnico que oriente intervenções mais eficazes e inclusivas. A pesquisa articula métodos quantitativos e qualitativos, utilizando escalas de classificação para facilitar a interpretação dos resultados e orientar a tomada de decisão. A triangulação entre dados técnicos e percepção dos usuários fortalece a validade do protocolo metodológico, que será documentado de modo a permitir replicabilidade. Os resultados poderão ser incorporados ao planejamento de campus universitários e utilizados como referência para políticas públicas voltadas à mobilidade urbana e à educação inclusiva.