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DA ARQUITETURA EMPÍRICA A METODOLOGIA PROJETUAL: A PRODUÇÃO DE ARQUITETOS FORMADOS EM FACULDADES DE ARQUITETURA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA ENTRE 1960 A 2022.

Unidade
INSTITUTO DE TECNOLOGIA - ITEC
Subunidade
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Coordenador
RACHEL SFAIR FERREIRA BENZECRY
Período
2025-09-01 a 2026-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 4 - Educação de Qualidade
  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Impacto na Amazônia

  • Políticas Públicas – Apoio à Formulação

Resumo

O projeto arquitetônico surge da busca por soluções para questões práticas relacionadas à finalidade da edificação, sua tipologia e linguagem formal. É um processo complexo de transferência de ideias para representações gráficas, envolvendo a formulação de respostas baseadas em métodos construtivos, materiais e tecnologias disponíveis, além de considerações estéticas, funcionais e simbólicas (Pereira et al, 2011). Para Mahfuz (1984), existe uma atividade humana para a qual um espaço/artefato precisa ser criado. Nesse sentido, pode-se dizer que a qualidade do desempenho de uma atividade social é influenciada pela forma arquitetônica, paisagística e/ou urbanística (Mahfuz, 1984; Santos, 1978; 1985). Assim, deve-se dar importância para a produção da forma, para a função e para a valorização do entorno imediato em que a obra arquitetônica será inserida. Nesse sentido, é fundamental a busca pelo entendimento dos valores essenciais dessa criação arquitetônica, já que essas mesmas criações servem não só como abrigo para as atividades humanas, mas também qualificam (ou também desqualificam) o entorno imediato no qual estão inseridas. A presente pesquisa consiste no entendimento de que a configuração das formas das edificações não é uma decorrência apenas do conhecimento das “ciências dos materiais”, da função e do lugar, mas também da metodologia de projeto, na qual se inserem princípios norteadores como o conhecimento existente local e extra local. No caso do saber fazer arquitetônico, o registro é uma maneira de preservar informações relativas ao processo de projetação de gerações de arquitetos oriundos de escolas de arquitetura da Amazônia brasileira. Formas de registro - como esboços, textos manuscritos, fotografias e desenhos técnicos - conservam detalhes do modo de fazer arquitetônico de cada um. Como disse Piñón (2006), a obra dos profissionais de arquitetura que enfrentam a prática sem subterfúgios no cotidiano é o melhor indicador da arquitetura de uma época. Dessa forma, em uma primeira etapa, este trabalho conduziu entrevistas com os arquitetos com vista a identificar as principais convicções que nortearam o saber-fazer arquitetônico, ou seja, a arquitetura como confirmação das ideias dos principais expoentes da arquitetura na Amazônia., buscando compreender o processo de concepção arquitetônica de profissionais formados na Amazônia brasileira, analisando suas práticas projetuais. Ao longo dessa investigação, iniciada em 2022, por meio de entrevistas com treze arquitetos atuantes entre 1960 e 2022, observou-se que, apesar da diversidade de trajetórias e experiências, há uma convergência metodológica significativa na forma como esses profissionais abordam o projeto arquitetônico. Enquanto que, a atual pesquisa se concentra em uma segunda etapa de análise, buscando compreender como esses profissionais (os arquitetos formados na Amazônia entre 1960 e 2022,) utilizam os métodos propostos por Mahfuz (1984). no processo de produção das formas arquitetônicas. Em face do exposto, o objetivo geral do projeto é identificar parâmetros analíticos no processo projetual de arquitetos da Amazônia brasileira desde 1960 até os dias atuais, sob à luz dos métodos analíticos propostos por Mahfuz (1984) - segundo o qual as formas arquitetônicas são geradas a partir de quatro métodos de análise, inovativo, normativo, mimético e tipológico - e das etapas sistematizadas por Silva (1984), buscando compreender padrões compositivos, tipos recorrentes e signos visuais que revelem uma "gramática" do fazer arquitetônico local. De maneira que, o foco da pesquisa não se concentra no discurso dos arquitetos e sim na análise crítica e sistemática da forma construída, buscando compreender os padrões compositivos. Assim, os projetos dos arquitetos entrevistados na primeira etapa serão agora analisados nesta segunda etapa por meio dos seus documentos gráficos. Essa abordagem permitirá uma análise simbólica e fisionômica das formas, conectando-as a contextos culturais, históricos e técnicos.