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GOVERNO DA LÍNGUA: DA CABANAGEM À MODERNIDADE RECENTE

Unidade
INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICACAO - ILC
Subunidade
FACULDADE DE LETRAS
Coordenador
WELTON DIEGO CARMIN LAVAREDA
Período
2024-04-01 a 2026-03-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O presente projeto de pesquisa tem o objetivo geral de analisar os efeitos do governo da língua portuguesa, gestado com a chegada do dispositivo colonial e impulsionado no movimento cabano (1835-1840), para as políticas linguísticas modernas. A partir de séries arquivistas catalogadas no Arquivo Público do Pará, nos Arquivos Públicos dos Municípios de Cametá-PA e de Vigia de Nazaré-PA e no Foreing Office (em Londres), esta pesquisa também propõe, especificamente, ampliar o mapeamento das movências históricas e das práticas linguísticas vivenciadas na Cabanagem à modernidade recente e discutir quais regimes de enunciabilidade foram mobilizados e politicamente incorporados por alguns dispositivos de controle (Igreja, Estado, Ciência etc), considerando tanto as iniciativas institucionais e oficiais, como as resistências locais a essas iniciativas. Para tanto, consideramos o arcabouço teórico-metodológico de Michel Foucault no quadro dos estudos discursivos (2010a; 2010b; 2010c; 2016a) e a operacionalização conceitual que vem sendo desenvolvida sobre gerenciamento linguístico na Amazônia (Lavareda, 2021a; 2021b).Ratifica-se, por fim, que a “invenção” de um governo da língua portuguesa no cenário cabano intensificou a transposição de gêneros discursivos variados para as condições de emergência dos povos ditos colonizados na Amazônia brasileira e, em um mesmo gesto, potencializou ao longo do tempo o surgimento de metacategorias que foram tomadas como discursos de verdade pelas políticas atuais de promoção da Língua Portuguesa.