← Voltar

AGENTES INDÍGENAS NA CENA CULTURAL DO BRASIL CONTEMPORÂNEO

Unidade
INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICACAO - ILC
Subunidade
FACULDADE DE LETRAS
Coordenador
IZABELA GUIMARAES GUERRA LEAL
Período
2022-08-01 a 2026-07-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 10 - Redução das Desigualdades
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários

Resumo

Atualmente, a participação de agentes indígenas em ações de cunho político-cultural está cada vez mais consolidada, espraiando-se pelos setores relacionados à educação, às produções artísticas e culturais e ao ativismo político. O crescente processo de domínio da escrita pelas populações indígenas vem possibilitando um maior engajamento em todos esses tipos de ações, determinando a visibilidade desses grupos etnicamente minoritários. Se até o início dos anos 1990 a situação no Brasil indicava um quase total desconhecimento da população em relação aos povos indígenas, podemos afirmar que o cenário agora se alterou radicalmente. Em primeiro lugar, porque não são mais apenas os “outros” que falam por esses povos, e apenas para os seus semelhantes, como no caso dos estudiosos em geral dessas culturas; agora, são os próprios indígenas que dialogam diretamente com uma grande parcela da população, compartilhando os seus saberes e modos de vida por meio de publicações, filmes, vídeos, exposições, festivais e do ativismo político propriamente dito. No entanto, a situação nem sempre foi assim. Basta levarmos em consideração os cinco séculos de opressão que esses povos vêm enfrentando para entendermos o quanto a participação política e cultural dos indígenas na sociedade ocidental é um fato recente. Este projeto pretende discutir as múltiplas estratégias de expressão dos autores indígenas a partir de seus próprios relatos e criações poéticas, como é o caso de Eliane Potiguara, Davi Kopenawa, Kaká Werá Jecupé, Ailton Krenak, bem como de artistas ou coletivos de artistas indígenas, como é o caso de Jaider Esbell, Daiara Tukano e do coletivo MAHKU (Movimentos dos artistas Huni Kuin), de forma a ressaltar os valores estéticos e políticos de suas obras.