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Cidadania Comunicativa: Lutas por direitos nas periferias da Amazônia. Etapa 2.

Unidade
INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICACAO - ILC
Subunidade
FACULDADE DE COMUNICACAO
Coordenador
CELIA REGINA TRINDADE CHAGAS AMORIM
Período
2024-04-05 a 2026-04-05
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários
  • Comunidades Tradicionais – Ações com Quilombolas

Resumo

Este projeto centraliza seus esforços na compreensão do processo de constituição da comunicação exercida por sujeitos sócios políticos em processo de lutas emancipatórias nas Amazônias, fundamentalmente a periférica. Demandamos, aqui, o direito ao uso, apropriação e a uma epistemologia da comunicação da periferia pela própria periferia. Assim sendo, fazemos uma reflexão a respeito da comunicação dos sujeitos sociopolíticos, como campo privilegiado de vozes e histórias que lutaram e lutam, ao longo do tempo, nas mais diversas regiões da Amazônica periférica, para não serem silenciadas pelo sistema de dominação, base de sustentação do “sistema-mundo” (Wallerstein, 1974a, 1974b) capitalistas e suas crises. Problematizamos o potencial da comunicação não hegemônica/contra-hegemônica na construção e no fortalecimento de uma narrativa que tem como primazia a representação de mundos e saberes/fazeres próprios amazônicos, negados ou considerados inexistentes pelo paradigma ocidental e a contribuição dela no processo da emancipação dos sujeitos e dos territórios da região. O fio condutor é de que a comunicação desses grupos humanos em luta na Amazônia atua com o duplo movimento emancipatório no espaço público local/global: a) contribui para tecer, por meio de uma ecologia amazônica de seres e saberes, alianças solidárias não hegemônica/contra-hegemônicas transfronteiriças com potencial para forjar a luta cotidiana pela Amazônia e pela humanização desses sujeitos e, ao mesmo tempo, b) põe em visibilidade a desumanização à qual tais sujeitos estão submetidos pelo sistema neocapitalista, imperial/global, para exigir e reparar direitos. Concede-se atenção ao movimento de grupos sociais e indivíduos em lutas emancipatórias na Amazônia contra o projeto colonialista moderno, capitalista, heteropatriarcal, racista e seus impactos perversos nas comunidades, povos originários e tradicionais, quilombolas, dentro outros excluídos do sistema global e imperial que opera na Amazônia, aqui entendida tanto a Amazônia Legal (a brasileira) quanto a internacional ou a Pan Amazônia, composta por nove países da América do Sul: O Brasil, que possui a maior parte do tamanho total da área, Venezuela, Bolívia, Equador, Peru, Colômbia, a Guiana, a Guiana Francesa e Suriname. A metodologia do projeto segue as diretrizes qualitativas, acionando múltiplos campos de saber/fazer/ser para dar conta desta investigação. Assim sendo, contempla duas dimensões: 1) os estudos de cidadania comunicativa, de Maria Cristina Mata; de educação/comunicação popular, de Paulo Freire; hegemonia do filósofo Antônio Gramsci; Cidadania e Direitos humanos de Coutinho; periferia com D’Andrea, Tiaraju), etc.; e os relativos ao contexto social-político amazônico, com Violeta Loureiro, Manuel Dutra, Eder Paula, Lúcio Flávio Pinto, Amorim, dentre outros autores; 2) conhecimento e prática das potencialidades comunicativa de grupos sociais em processo de lutas emancipatórias na Amazônia.