Análise espacial da Doença de Chagas na Amazônia Brasileira: relação entre determinantes socioambientais, vetoriais e impactos antrópicos
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- 3 - Saúde e Bem-Estar
Resumo
A Doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, permanece como um importante problema de saúde pública, especialmente em regiões endêmicas como a Amazônia brasileira, onde fatores socioambientais e antrópicos influenciam diretamente sua dinâmica de transmissão. Este estudo tem como objetivo analisar a distribuição espacial da Doença de Chagas na região Norte do Brasil, correlacionando-a com variáveis demográficas, sociais, ambientais e vetoriais. Trata-se de um estudo ecológico, com abordagem descritiva e analítica, baseado em dados secundários provenientes de sistemas oficiais de vigilância em saúde, como o SINAN e o GAL. Serão incluídos casos confirmados da doença nos últimos dez anos, considerando variáveis sociodemográficas, aspectos diagnósticos, presença de artrópodes vetores e indicadores ambientais, como níveis de antropização e desmatamento. A análise dos dados envolverá estatística descritiva, cálculo de taxas de incidência e técnicas de geoprocessamento, incluindo estimativa de densidade de Kernel e elaboração de mapas temáticos em ambiente SIG. Além disso, serão utilizadas imagens de sensoriamento remoto para avaliação de alterações ambientais associadas à ocorrência da doença. Espera-se identificar padrões espaciais e temporais da transmissão, bem como fatores de risco associados, contribuindo para o fortalecimento da vigilância epidemiológica e para o planejamento de estratégias de controle e prevenção. Os resultados poderão subsidiar políticas públicas voltadas à redução da transmissão e ao enfrentamento das desigualdades em saúde na região.