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Evolução Crustal, Compartimentação Tectônica e Metalogênese da Província Mineral de Carajás, SE do Cráton Amazônico

Unidade
INSTITUTO DE GEOCIENCIAS - IG
Subunidade
POS-GRADUACAO EM GEOLOGIA E GEOQUIMICA
Coordenador
DAVIS CARVALHO DE OLIVEIRA
Período
2023-11-23 a 2026-11-22
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura

Resumo

A Província Mineral de Carajás é o principal núcleo arqueano do Cráton Amazônico com depósitos minerais de classe mundial, motivando diversos estudos que vem melhorando a cartografia e a correlação de unidades geológicas. Contudo, ainda é a região menos conhecida geologicamente do Brasil, justificando novas pesquisas petrológicas e metalogenéticas. A província é dividida em dois domínios: (i) Rio Maria, um terreno mesoarqueano (2,98–2,85 Ga) com greenstone belts, suítes tonalito-trondhjemito-granodiorito (TTG), sanukitoides e de biotita granitos; e (ii) Domínio Carajás, do Meso-Neoarqueano (3,07–2,70 Ga). É subdividido em: (a) Terreno Sapucaia, com suítes TTG migmatizadas no Mesoarqueano e afetado por magmatismo no Neoarqueano; (b) Terreno Canaã dos Carajás, representa o embasamento da Bacia Carajás e difere do Domínio Rio Maria e de outros terrenos granito-greenstone pela escassez de TTG, dominância de biotita granitos, migmatitos, granulitos e charnoquitos; e (c) Bacia Carajás, com sequências metavulcanossedimentares neoarqueanas (2,76 Ga). Ambos domínios registram magmatismo paleoproterozoico tipo-A (~1,88 Ga). Dados isotópicos de Nd sugerem que os domínios Rio Maria e Carajás são distintos, onde a evolução do segundo teria se iniciado antes (TDM <3,2 Ga). Este projeto visa a obtenção e integração de dados isotópicos de Nd e Hf com modelagem geoquímica, propiciando o entendimento petrogenético, bem como avaliar a participação do manto na formação da crosta de Carajás. Esses resultados serão úteis para o entendimento dos eventos mineralizantes que materializaram os depósitos cupro-auríferos Furnas e Cururu na região. Pretende-se desenvolver modelos tectônicos e metalogenéticos que possam ser testados pela indústria mineral. As atividades integram pós- doutorandos, estudantes de graduação e pós-graduação e professores dos Grupos de Pesquisa Petrologia de Granitoides, Geologia Estrutural e Metalogênese da UFPA, em colaboração com grupos da UnB, USP e UNIFESSPA.