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Recepção e transposição do constructo do feminino em Platão

Unidade
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
Subunidade
POS-GRADUACAO EM FILOSOFIA
Coordenador
JOVELINA MARIA RAMOS DE SOUZA
Período
2025-01-01 a 2026-12-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Resumo

O Projeto de Pesquisa “Recepção e transposição do constructo do feminino em Platão” pretende retomar as teses predominantes na discursividade de Platão acerca da diferença de gênero. Sua abordagem sobre a natureza feminina e masculina, se concentra em dois indicadores, o da diferença e o da semelhança entre homens e mulheres. Pretendo mostrar como Platão retoma Heráclito e Parmênides, para pensar a construção do feminino sob o signo da diferença entre sexos. A ideia é observar como Platão recepciona e transpõe os discursos da primeira geração de filósofos, nos diversos modos de representações do feminino na escrita de diálogos com questionamentos distintos entre si, mas sustentados por um eixo em comum, a diferença de gênero. A intenção é apontar como uma análise atenta dos fragmentos 17 e 18 de Parmênides é marcante e delimitadora para entender a própria orientação sexual no mundo grego, após a inserção do discurso filosófico no processo de formação da cidade e dos cidadãos. A proposta é pensar por distintas vias interpretativas, seja a tese da diferença entre o feminino e o masculino, nos diálogos Banquete, Timeu, Mênon e Político, seja a tese da semelhança da natureza de homens e mulheres, em República V. Pretendo resgatar ainda os Fr. 8 e 62 de Heráclito, para propor que a tese da imortalidade no corpo, esboçada por Sócrates no Banquete, em sua alusão aos ensinamentos recebidos por Diotima de Mantineia, parece buscar suas fontes no princípio heraclitiano envolvendo o mortal e o imortal.