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História do Turismo na Amazônia: reflexões sobre a história das ciências e gênero em Belém, PA no século XX Versão 2025

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
Subunidade
FACULDADE DE TURISMO
Coordenador
DIANA PRISCILA SA ALBERTO
Período
2025-03-01 a 2026-03-02
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 5 - Igualdade de Gênero

Resumo

A investigação acerca das viagens de homens e mulheres viajantes na Amazônia tem se tornado elemento importante para a investigação do estudo do Turismo na região. Eles têm sido personagens que vem desvendando a historicidade da região amazônica desde o século XVI até início do XX. A Amazônia tornou-se lócus de exploradores, naturalistas, cientistas, artistas, todos vinham com algum objetivo: a viagem de exploração e conhecimento. Pensar uma nova epistemologia do fenômeno turístico (PANOSSO NETTO, 2005) vinda de estudos sobre as produções científicas de duas mulheres foi um dos resultados da pesquisa de doutorado intitulada: “Emília Snethlage e Heloísa Alberto Torres: gênero, ciência e turismo na Amazônia do século XX” (ALBERTO, 2022), realizado no Programa de Pós-graduação em História Social da Amazônia- PPHIST/IFCH/UFPA. A partir das viagens dessas duas cientistas notou-se como a atividade turística pode ser investigada a partir do olhar da história, em especifico a história das ciências e do estudo do gênero. As diferentes linhas de investigação até hoje que investigam o turismo, tais como a fenomenologia, teoria de sistemas, positivismo, marxismo, estruturalismo (PANOSSO NETTO; NECHAR, 2014) falando de algumas, não tomam ainda a viagem em si como estrutura teórica para pensar a formação do objeto e método da investigação do Turismo. Com apoio teórico vindo da história, por meio da história social de Thompson (1998) e seu desdobramento no conceito de experiência, foi significativo ver esses deslocamentos como possíveis primárias “experiências turísticas”. A partir dos conceitos de experiência desse autor na tese, foi exposto que a vinda da ornitóloga alemã Emília Snethlage até a Amazônia, em 1905 (JUNGHANS, 2009), no começo do século XX, para ser cientista no Museu Goeldi e a viagem de campo ao Marajó em 1930 da brasileira, a antropóloga Heloísa Alberto Torres (MIGLIEVICH-RIBEIRO, 2015) clarificou algumas questões para criar as discussões teóricas desse projeto: primeiro, da forma como as mulheres apresentam-se historicamente em espaços com tradições masculinas, nesse caso, o campo científico, inclusive na atividade turística. E segundo da formação de um novo campo teórico para compreender o turismo vindo da experiência feminina na sua formação.