Cacau na Amazônia. Agroextrativismo, policultura e escravidão (Grão-Pará, 1820-1888).
ODS vinculados
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas
Resumo
Apesar da importância do cacau na Amazônia brasileira, adentrando o século XIX até o novecentos, sendo a principal commodity amazônica, portanto, grão-paraense, até meados do oitocentos e, desde então, a segunda mais importante em termos de produção e na pauta das exportações, dado o crescimento dos negócios da borracha; a referida importância e lugar da cultura cacaueira na sociedade e economia da Província do Grão-Pará, no século XIX, tem sido até então pouco estudada pela historiografia cujo foco tem sido sobre a economia da borracha, quando muito sobre os engenhos de açúcar. Para o período colonial, séculos XVII, XVIII e primeiras décadas do século XIX, os estudos sobre o cacau tem ganhado destaque no seio da historiografia. No caso do oitocentos, no entanto, as análises acerca da economia cacaueira não tem sido o foco privilegiado da história econômica ou da história social. Desta forma, ainda que abordando a história econômica, a história da agricultura, ou, ainda, a história da escravidão na região amazônica, dentro de uma compreensão mais ampla, tais estudos tratando do cacau o fazem como parte de um todo e não como foco de seus estudos, igualmente limitando-se em suas análises mais pontuais quando muito até a década de 1860. Compreendendo então a importância da cultura do cacau no Grão-Pará, não somente para o período colonial, mas também para o oitocentos na Amazônia, quando da escravidão, no período de 1820-1888, associada ao agroextrativismo e policultura, se apresenta a atual proposta de projeto de pesquisa, crendo que para uma melhor compreensão da história social da região amazônica grão-paraense, incluindo a perspectiva econômica, se faz necessário o presente estudo.