PEQUENOS ARQUITETOS DA INCLUSÃO: AVALIAÇÃO NEUROARQUITETÔNICA DA QUALIDADE SENSORIAL DO ESPAÇO ESCOLAR E DA EXPERIÊNCIA DE CRIANÇAS NA AMAZÔNIA INSULAR
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 10 - Redução das Desigualdades
Resumo
As crianças habitam a escola com o corpo inteiro, mas o espaço escolar amazônico raramente é concebido a partir das diferentes formas de perceber e sentir, sobretudo as de crianças neurodivergentes. Esta pesquisa de iniciação científica investiga, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Antônia Tavares, em Soure (Arquipélago do Marajó, PA), a relação entre a qualidade sensorial objetiva do espaço escolar e a experiência percebida pelas crianças que o habitam, incluindo estudantes autistas. O estudo assume a abordagem metodológica da neuroarquitetura, que articula a medição de atributos do ambiente, o registro de respostas humanas observáveis e a avaliação subjetiva da experiência (NAGHIBI RAD et al., 2023). O percurso organiza-se em três eixos integrados: a caracterização objetiva dos ambientes pelo Índice ASPECTSS (MOSTAFA, 2014, 2018) e por medições de ruído, iluminância e conforto térmico; o mapeamento comportamental das crianças nos diferentes espaços; e a avaliação perceptiva por escalas pictográficas adaptadas e por mapeamento afetivo de inspiração etnotopográfica. A triangulação desses dados, interpretada à luz da taxonomia de qualidades sensoriais para o autismo (AL-HARASIS; JABI; SHARMIN, 2025; TOLA et al., 2021), busca produzir um diagnóstico situado e baseado em evidências, identificar dimensões sensoriais próprias do contexto amazônico insular e gerar subsídios para projetos escolares mais inclusivos. A proposta constitui o componente de pesquisa do projeto Neuroarquitetura na Amazônia: Construindo ambientes preditivos para inclusão social e qualidade de vida e dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1, 3, 4, 9, 10, 11, 13, 14, 15 ,16 e 17.