CARTOGRAFIA GEOMORFOLÓGICA E GEOTÉCNICA DA COSTA ATLÂNTICA PARAENSE. UMA AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS DAS OBRAS E EMPREENDIMENTOS DE GRANDE PORTE NA ILHA DO ATALAIA, SALINOPOLIS PA.
ODS vinculados
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
Resumo
A costa atlântica paraense com seus 47 municípios, onde vivem aproximadamente 40% da população do Estado, em um contexto social de comunidades tradicionais, populações extrativistas, pesca artesanal e populações urbanas, também sofrem com a expansão do turismo hoteleiro. A costa atlântica paraense tornou-se um dos principais destinos turísticos com implantação de grandes obras e empreendimentos imobiliários de luxo com destaque no cenário nacional. A zona costeira paraense, que totaliza 136.837,63 km², está dividida em cinco setores, abrangendo 47 municípios, divididos entre as regiões Marajó Ocidental (93.132,53 km²), Marajó Oriental (15.864,06 km²), Continental Estuarino (6.958,17 km²), Fluviomarítimo (6.566,98 km²) e Costa Atlântica Paraense (14.315,89 km²). (PEGC, 2020) A expansão do turismo de alto padrão e o modelo de multipropriedade que vem vendo implantado na costa atlântica do Pará, está associado a construção de resorts de luxo como Salinas Park Resorts, Salinas Exclusive e Salinas Premium e o parque Aquático Aqualand na Ilha do Atalaia no município de Salinópolis. O acesso à praia é marcado por obras e empreendimentos de grande porte como a duplicação da via de acesso ao Atalaia PA 444, a construção do aeroporto de pequeno porte e a expansão dos resorts de luxo. A acessibilidade ao litoral é impulsionada pelas potencialidades paisagísticas e beleza cênica das ilhas, praias oceânicas, campo de dunas, manguezais, lagoas e barras arenosas. A cartografia geotécnica constitui uma ferramenta básica essencial à prevenção e correção de situações relacionadas a desastres naturais e tecnológicos. Com o objetivo de ações preventivas, a carta geotécnica subsidia tecnicamente medidas de urbanização e de parcelamento de terrenos, permitindo que o município ocupe adequadamente seus terrenos. É o caso da determinação de áreas nas quais os parcelamentos urbanos não devem ser realizados, assim como os locais onde somente poderão ser efetuados mediante diretrizes geotécnicas adequadas. As cartografias geotécnicas voltadas à gestão de risco em áreas já ocupadas, são aplicadas principalmente no estabelecimento de medidas estruturais e não estruturais de redução ou eliminação do problema (TOMINAGA, 20215).