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CONCEPÇÕES DE HOMEM, EXPERIÊNCIA E FORMAÇÃO EM ROUSSEAU E JOHN DEWEY (PARTE II)

Unidade
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
Subunidade
FACULDADE DE FILOSOFIA
Coordenador
DAMIAO BEZERRA OLIVEIRA
Período
2025-01-01 a 2026-12-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Resumo

O presente projeto foi elaborado a partir do diagnóstico oferecido pela pesquisa anteriormente realizada, ao final da qual, se deixou ver a necessidade de ampliar e aprofundar os objetivos iniciais, que se propuseram, fundamentalmente, efetuar a análise das concepções de ente humano de John Dewey e Jean-Jacques Rousseau, a fim de compreender o tipo de relação existente, nos autores, entre os fundamentos antropológico-filosóficos e as suas concepções e praxis educativas, pressupondo-se que tal relação não se defina dedutivamente e nem de modo direto. Entre as mediações que se pretende explorar mais profundamente estão as compreensões de experiência e formação que os filósofos sustentam nas suas obras e que se pretende reconstruir. Depois de aclarar essas noções nos autores – o que já se fez em parte – tem-se o objetivo de explicitar que experiências são realmente significativamente formativas, considerando-se a desejabilidade de constituição, com a contribuição da educação, de um tipo de sociabilidade democrática na qual se valoriza a liberdade e o bem comum, concomitantemente. Outras mediações que se ressaltam são a “necessidade” e a “prática” como pressupostos antropológicos fundantes da educação. Esses são admitidos como centrais no pragmatismo de Dewey, o que não quer dizer que se apresente como bem compreendido no discurso educacional disponível, quase sempre demasiadamente funcional para se preocupar com o labor conceitual e a radicalização do debate. No que concerne ao pensamento de Rousseau, essa preocupação “prática” necessita mais ainda de maiores esclarecimentos, embora se possa afirmar que o filósofo genebrino encontra no “sentir” algo como necessidade “vital” um ponto de partida importante à aprendizagem e ao ensino, o que não significa que deva ser o ponto de chegada ou que se possa repertoriar as necessidades sem relação à história e situações vividas pelo ente humano como alguém orientado pela perfectibilidade. Em função desse conjunto de conceitos possuir uma longa história, se reputa importante estabelecer vínculos entre concepções filosóficas que se debruçaram sobre a importância da experiência sensível, corporal, como origem do conhecimento e da aprendizagem, com o objetivo de compreender em que medida Rousseau e Dewey se aproximam ou não do empirismo; sabe-se, também, que ambos não prescindem, de nenhum modo, do lugar da racionalidade na educação. Assim, faz-se necessário aproximá-los também do racionalismo. Aqui se precisará aprofundar as reflexões acerca das faculdades humanas e de como se constituem ou se radicam inatamente na natureza humana.