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Mundos em tensão: considerações sobre o contato nas cosmovisões amazônicas

Unidade
INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICACAO - ILC
Subunidade
FACULDADE DE LETRAS
Coordenador
IZABELA GUIMARAES GUERRA LEAL
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 10 - Redução das Desigualdades

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários

Resumo

O projeto “Mundos em tensão: considerações sobre o contato nas cosmovisões amazônicas” – tem como objetivo discutir, por meio da análise de narrativas orais indígenas, as tensas e complexas relações entre os povos originários do Brasil e os não indígenas, oriundas dos processos de colonização. São muito conhecidos os inúmeros relatos elaborados por cronistas, missionários e aventureiros europeus que chegaram ao Novo Mundo, travando contato com os povos indígenas das Américas e elaborando tratados, diários e cartas a partir de suas observações e visões de mundo. No entanto, ainda que existentes, são menos conhecidas e discutidas as narrativas orais indígenas que igualmente relatam o ponto de vista desses povos acerca dos colonizadores. A ideia central do projeto “Mundos em tensão: considerações sobre o contato nas cosmovisões amazônicas” é refletir sobre vários mundos coexistentes na Amazônia, mostrando como eles são construídos, mediados e negociados através da literatura, em cruzamento com outras áreas, como a etnografia e a antropologia, com o fim de fortalecer ações educativas e experiências de aprendizagem em equipe, responsáveis pela mudança na forma de pensar as relações entre as culturas locais e globais. É um senso comum que a Amazônia se constitua de pluriversos, porém ainda são escassas as pesquisas sobre as muitas cosmovisões que permeiam as bases culturais que dão vida às diversas experiências locais. O projeto é motivado pela possibilidade de se criar formas de aprendizagem e de diálogo entre as culturas indígenas e não indígenas. A pesquisa norteia-se pelo questionamento de como a literatura pode favorecer a construção de uma cultura colaborativa entre povos diversos. Nesse sentido, o projeto busca articular os saberes da instituição acadêmica a outras instituições, como escolas, ONGs, fundações e centros de cultura, de modo a compor uma rede na qual o manejo da palavra venha favorecer os direitos das comunidades indígenas envolvidas.