Força-tarefa para disseminar o cultivo e atuar na crise da sanidade do Macrobrachium amazonicum
ODS vinculados
- 1 - Erradicação da Pobreza
- 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável
- 5 - Igualdade de Gênero
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
- 12 - Consumo e Produção Responsáveis
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente
Resumo
Macrobrachium amazonicum é a espécie de camarão mais explorada na Amazônia, garantindo segurança alimentar para milhares de famílias. Atualmente existe pacote tecnológico desenvolvido para todas as fases do cultivo. Porém, pontos críticos estão em evidência: a falta de uma dieta direcionada a espécie e uma doença que tem acometido os animais, levando ao seu desaparecimento em algumas localidades. Doenças tem relação com a patogenicidade do agente causador e com a imunidade baixa do hospedeiro. Em presença de xenobióticos ou de animais mal nutridos algumas doenças se manifestam com maior facilidade, sendo oportunistas. Nesse projeto vamos atuar para mitigar esses problemas: 1 ? usar indicativos do genoma funcional da espécie para nortear e desenvolver os ensaios de nutrição e probióticos; 2 ? cultivar animais longe de áreas afetadas pelos patógenos para ter uma reserva de matrizes saudáveis e auxiliar a disseminar a aquicultura com a espécie; 3 ? verificar in loco a patogenicidade de animais afetados e a capacidade de transmitir para animais saudáveis (de outra origem) e ver se a patogenicidade pode avançar para os peixes mais cultivados na região (tambaqui); 4 ? elaborar uma estratégia de rastreabilidade ambiental com técnicas de eDNA/eRNA para monitorar a patogenicidade. A equipe do projeto tem experiência com a espécie-alvo, com especialistas em: genoma funcional, nutrição, bioinformática, probióticos e manejo alimentar. Os municípios em que o projeto será desenvolvido são estratégicos: áreas fora da crise da patogenicidade (FC) com reserva selvagem de animais candidatos para montar um plantel de reprodutores (Bragança e Tucurui), áreas altamente produtivas que ainda não tem registro de casos, mas estão próximas (Cametá) e área que já tem registros da crise (AC) (Breves). Campus de Tucurui irá disponibilizar viveiros para experimentos de nutrição e mantar um plantel de reprodutores. Unidades demonstrativas de larvicultura serão montadas em todas as unidades.