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REVISÃO DA CARTA ESTRATIGRÁFICA DAS BACIAS SÃO LUIS-BRAGANÇA-VIZEU-ILHA NOVA

Unidade
INSTITUTO DE GEOCIENCIAS - IG
Subunidade
POS-GRADUACAO EM GEOLOGIA E GEOQUIMICA
Coordenador
RENATO SOL PAIVA DE MEDEIROS
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade

Resumo

A Bacia Bacias de São Luís/Bragança-Vizeu/Ilha Nova ocorrem na Margem Equatorial Brasileira (MEB), constituem uma a porção onshore, formando grabens instalados nas rochas cristalinas do Cráton São Luis, NE do Estado do Pará e NW do Estado do Maranhão. Essa bacias são limitadas ao Norte com a Plataforma de Ilha de Santana que as separa das bacias marítimas de Barreirinhas e Pará-Maranhão. O Arco de Ferrer-Urbano Santos é o limite Sul das Bacias, instalado sobre a Faixa Móvel Gurupi de idade Neoproterozoica, limite com a Bacia do Parnaíba. Estratos paleozoicos pouco espessos têm sido reconhecidos na seção basal das bacias consideradas como de idade ordoviciana-devoniana relacionados a depósitos fluviais e de mar profundo. Nomes de unidades da Bacia do Parnaíba têm sido utilizados para o intervalo Paleozoico e Cretáceo destas bacias costeiras. Por exemplo, os nomes Pimenteiras usado é o mesmo da sucessão basal da Bacia do Parnaíba. Por outro lado a unidade basal, a Formação Bequimão, apesar da semelhança litológica/paleoambiental com o Grupo Serra Grande não foi feita esta correlação. Da mesma forma, a nomenclatura das unidades do Cretáceo inferior da Bacia do Parnaíba é utilizada (formações Codó, Corda, etc) e inclui a enigmática Formação Bragança da base da sucessão. O Cenomaniano-Santoniano é marcada por depósitos de plataforma marinha que inclui dois grupos Cajú e Humberto de Campos. É notório o erro da carta que indica nomenclatura excessiva onde um grupo tem apenas uma formação. A partir do Campaniano existe um intervalo de não deposição de ~71 Ma, sendo reativada no MesoMioceno, particularmente no Serravaliano, com a deposição da Formação Pirabas e Barreiras. A origem desse intervalo de não deposição nunca foi explicada. Por correlação com os depósitos Pirabas expostos na Plataforma Bragantina a oeste das bacias, estas rochas carbonáticas nunca alcançaram o mioceno médio. É necessário um reconhecimento geológico para checar se esta unidade realmente ocorre nas bacias, se não ocorre quais foram os controles da não deposição. O projeto pretende revisar a carta estratigráfica das bacias São Luís, Bragança-Viseu e Ilha Nova, redescrevendo os testemunhos de sondagem que serviram como base para o arcabouço estratigráfico e visitando os afloramentos do Neógeno-Quaternário para compor a parte superior da coluna estratigráfica. Além do conhecimento a ser produzido para responder os questionamentos supracitados será produzida uma nova carta estratigráfica de 2ª. ordem com nomenclatura adequada e inserção de dados geológicos e paleoambientais publicados após 2007, ano da ultima edição desta da carta estratigráfica. Esta nova organização estratigráfica a ser gerada no projeto utilizará a análise de fácies e de sistemas deposicionais de afloramentos (Cretáceo-Néogeno-Quaternario) e testemunhos de sondagem (Paleozoico-Cretaceo) definindo superfícies estratigráficas-chave para correlação. Será utilizada a base sedimentológica-estratigráfica registrada nos mapeamentos paleoambientais do acervo do Grupo de sedimentologia (GSED) do Instituto de geociências da Universidade Federal do Pará (IG/UFPA) que possibilitará uma melhor definição das parassequências/ciclos sedimentares, que serão integradas com informações disponíveis e obtidas neste projeto relacionadas aos dados bioestratigráficos, geofísicos, paleomagnéticos, quimioestratigráficos e paleogeográficos. Os dados biocronoestratigráficos serão compilados ou se for coletado material apropriado para datação este será avaliado no âmbito do projeto. A equipe conta com 15 doutores da UFPA, UFVSF, UFMA, UNICAMP, 2 técnicos da UFPA e 6 pesquisadores de Pós-doutorado. Os produtos principais do projeto serão as cartas estratigráfica das bacias São Luis-Bragança-Vizeu-Ilha Nova de 2a. ordem totalmente revisada e aquelas de 3a. ordem de regiões estratégicas com seus respectivos textos explicativos e ilustrações inéditas das unidades a serem estudadas.