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Evolução Crustal, Compartimentação Tectônica e Metalogênese da Província Mineral de Carajás, SE do Cráton Amazônico

Unidade
INSTITUTO DE GEOCIENCIAS - IG
Subunidade
FACULDADE DE GEOLOGIA
Coordenador
JOSE DE ARIMATEIA COSTA DE ALMEIDA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura

Resumo

Há uma série de questões sobre a Província mineral de Carajás e as suas associações magmáticas ainda sem resposta. Como tais associações têm um papel muito importante na gênese de jazidas, é fundamental aprofundar o seu estudo. A província representa o maior domínio arqueano do cráton, sendo área-chave para a compreensão da evolução destes terrenos. Os mesmos são cortados por granitos anorogênicos paleoproterozóicos, com afinidades com as associações rapakivíticas de grande expressão no Cráton Amazônico, assim como nos escudos de Laurentia e Baltica, com os quais o primeiro têm sido correlacionado. Há, na porção ocidental da província, vasta ocorrência do Vulcanismo Uatumã associado com granitos anorogênicos. Este vulcanismo, um dos eventos magmáticos mais expressivos do cráton, tem sido objeto de discussões sobre sua idade, gênese, vinculação com o magmatismo granítico anorogênico e potencial metalogenético. Três áreas foram selecionadas para o presente projeto: (1) Canaã dos Carajás, situada no domínio de transição entre o Terreno Granito-Greenstone de Rio Maria (TGGRM) e a Bacia de Carajás, necessita de estudos mais detalhados para identificar suas associações magmáticas, sua distribuição espacial, as relações entre elas, seu possível vínculo com as mineralizações, bem como definir suas características petrográficas, geoquímicas e idades de formação. (2) O TGGRM, onde ocorre a Suíte Jamon, formada por granitos anorogênicos paleoproterozóicos, carentes de estudos detalhados para a resolução de questões ligadas a processos de geração e evolução dos líquidos magmáticos, bem como forma tridimensional, mecanismos de colocação e arquitetura dos corpos.Tais granitos são intrusivos no Granodiorito arqueano Rio Maria, afim de rochas sanukitóides, ainda pouco estudado petrologicamente. (3) O domínio paleoproterozóico vulcano-plutônico da região do Xingu, onde ocorre o vulcanismo intermediário a félsico do Grupo Uatumã e granitos associados, cuja caracterização petrológica e geocronológica é ainda muito limitada, dificultando a avaliação de sua origem e potencial metalogenético. O projeto tem como objetivos e metas: (1) relativos à região de Canaã dos Carajás: Gerar um mapa geológico em escala 1:100.000; Definir e caracterizar as séries magmáticas; Determinar as idades de formação das associações magmáticas; Elaborar uma proposta de estratigrafia e modelo tectônico para a região estudada. (2) Relativos ao TGGRM: Integrar os dados sobre os granitos paleoproterozóicos da Suíte Jamon; Produzir mapa geológico do corpo Banach na escala 1:100.000; Definir a forma tridimensional, arquitetura e condições de colocação do corpo Redenção; Esclarecer as relações entre fácies e processos magmáticos no corpo Redenção; Determinar a idade e origem dos diques associados à Suíte Jamon; Fazer a caracterização petrográfica e geoquímica do Granodiorito Rio Maria nas proximidades de Banach. (3) Relativos à região do Xingu: Confeccionar mapa geológico na escala 1:100.000 do domínio vulcano-plutônico selecionado; Caracterizar as séries magmáticas das rochas vulcânicas e plutônicas e definir as suas idades; Propor um modelo de evolução crustal para a região estudada situando-a no contexto do Cráton Amazônico. A metodologia adotada baseia-se em mapeamento geológico, petrografia, química mineral, geoquímica, geocronologia, geofísica, anisotropia magnética e suscetibilidade magnética. Pretende-se obter como principais resultados: Mapas geológicos na escala 1:100.000 das regiões de Canaã dos Carajás e Xingu e do corpo Banach; mapa geológico integrado da Suíte Jamon; Modelo de forma tridimensional e de colocação do corpo Redenção; Petrografia, análises de minerais, análises químicas e determinação da idade das diferentes associações magmáticas; Modelo de evolução crustal para as regiões estudadas inserindo-as no Cráton Amazônico; Publicação de 2 a 4 artigos em periódicos; Divulgação em eventos científicos dos resultados obtidos.