Dinâmicas socioecológicas entre sistemas epidemiológicos e populações tradicionais em diferentes contextos de paisagem
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Quilombolas
- Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos
Resumo
Essa proposta visa dar continuidade à pesquisa anterior que ora se encerra. Nela pude problematizar o tema caça, epidemiologia e saúde ambiental a partir de material etnográfico entre quilombolas e ribeirinhos (AM e SP). Também dei início a outra frente de investigação, baseada em análise espacial e estatística pública sobre a relação entre doenças zoonóticas e populações tradicionais, com o desenvolvimento de um protocolo analítico experimental aplicado ao estado de São Paulo. A presente proposta visa aplicar esse protocolo ao estado do Pará, bem como testar procedimentos de análise para sua ampliação para todo território brasileiro. Como diferentes sistemas epidemiológicos respondem à presença de populações tradicionais em contextos de paisagem distintos? Essa é a questão orientadora do projeto, tomando como hipótese que a maior proporção de populações tradicionais residentes em áreas rurais esteja associada a maiores taxas de doenças, sobretudo aquelas com dinâmica silvestre em ambientes florestais ou de transição. Em termos metodológicos, o desenho analítico foi construído para o cruzamento de três grandes conjuntos de dados: (1) taxa de infecções para sete zoonoses silvestres nos municípios brasileiros (dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação SINAN/SUS); (2) territórios e tamanho da população tradicional, quilombolas e indígenas, nos mesmos municípios (dados do Censo do IBGE de 2022); ; (3) e a proporção de cobertura florestal para cada município (plataforma MapBiomas, dados de 2023). Essas variáveis serão conjugadas dentro de uma estrutura analítica baseada em modelagem estatística e teste de hipótese para diferentes variáveis preditoras. Com essa pesquisa, interações entre sistemas epidemiológicos e populações tradicionais, para diferentes paisagens florestais, poderão ser melhor elucidadas. Espera-se que informações relevantes para políticas públicas em vigilância epidemiológica e saúde de populações tradicionais no Brasil, especialmente na Amazônia e no Pará, possam ser disponibilizadas.