← Voltar

Fazendo aldeia: o trabalho psicanalítico em Ambulatório como operador clínico no laço cuidador e criança com entraves no desenvolvimento

Unidade
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
Subunidade
FACULDADE DE PSICOLOGIA
Coordenador
HEVELLYN CIELY DA SILVA CORREA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Resumo

Pesquisar sobre a relação entre cuidadores e criança sob a perspectiva psicanalítica é algo presente desde os estudos freudianos sobre importantes conceitos, como narcisismo e Complexo de Édipo, de tal modo que a psicanálise situa, a partir de diferentes operadores clínico-conceituais, que o laço cuidadores-criança não está garantido pela dimensão biológica. Desta maneira, ao propor uma pesquisa com objetivo de investigar as repercussões do diagnóstico de problemas no desenvolvimento sobre o laço cuidador-criança, parte-se da consideração de que a suspeita ou fechamento diagnóstico podem ter consequências para este laço, já que colocam em cena as expectativas e fantasias dos pais em relação à criança. A presente pesquisa busca alcançar este objetivo a partir da utilização do instrumento Acompanhamento Psicanalítico de Crianças em Escolas, Grupos e Instituições (APEGI), com escuta oferecida às crianças, entrevista com os cuidadores, com a professora e a observação da criança em grupo no espaço da brinquedoteca. A pesquisa será executada em um Ambulatório Público (Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança – CASMUC), com pacientes da Instituição, e a análise dos dados será realizada a partir dos eixos (1) Presença e Reconhecimento do Sujeito e (2) Brincar e a Fantasia, dentre os cinco do instrumento APEGI. Guiados pelo provérbio africano de que é preciso uma aldeia para criar uma criança, compreendemos que a pesquisa funcionará como um modo possível de fazer aldeia, em que o cuidado à saúde da criança é tomado não apenas como uma responsabilidade individual, mas como algo que circula coletivamente, buscando com isso alcançar resultados na promoção de saúde mental de crianças e cuidadores, além de levantar dados qualitativos a este respeito.