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Avaliação da empatia, agressividade e rede de apoio familiar e comunitária de adolescentes em medida socioeducativa

Unidade
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
Subunidade
FACULDADE DE PSICOLOGIA
Coordenador
EDSON JUNIOR SILVA DA CRUZ
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes

Resumo

O presente projeto tem como objetivo avaliar a empatia, a agressividade e a rede de apoio familiar, comunitária e institucional de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará, em Belém e na Região Metropolitana. Parte-se da compreensão de que o envolvimento com atos infracionais resulta da interação entre desenvolvimento, história pessoal, vínculos familiares, exposição a adversidades, relações com pares, acesso a serviços e condições institucionais. A empatia será analisada como dimensão socioemocional relacionada à tomada de perspectiva, à preocupação com o outro e à inibição de respostas agressivas. A agressividade será compreendida como construto multidimensional, com componentes físicos, verbais, afetivos e cognitivos. A rede de apoio será examinada por sua composição, proximidade, diversidade e função, com atenção ao suporte emocional, instrumental, informacional e de regulação social. Trata-se de estudo de métodos mistos, observacional, transversal e analítico, com componente quantitativo e componente qualitativo complementar. Participarão de 50 a 100 adolescentes de 12 a 18 anos incompletos, em medida de internação ou semiliberdade, conforme autorização institucional e critérios éticos. Serão utilizados questionário sociodemográfico e institucional, escala de empatia, questionário de agressividade, mapa de rede social e entrevista semiestruturada. Os dados quantitativos serão examinados por estatística descritiva, testes de associação, comparação entre grupos e modelos explicativos compatíveis com o tamanho amostral. Os dados qualitativos serão examinados por análise temática, com foco nas redes familiares, comunitárias e institucionais. Espera-se produzir evidências para orientar ações de cuidado, acompanhamento socioeducativo, fortalecimento de vínculos e prevenção de novas trajetórias infracionais, com respeito à proteção integral, à confidencialidade e à dignidade dos adolescentes.