ANÁLISE DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE SÍFILIS GESTACIONAL QUE EVOLUÍRAM PARA SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DO TOCANTINS ENTRE 2014 E 2024
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
Resumo
Título: Análise do perfil epidemiológico dos casos de sífilis gestacional que evoluíram para sífilis congênita no estado do Tocantins entre 2014 e 2024 Introdução: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo *Treponema pallidum* que, se não tratada adequadamente na gestante, pode ser transmitida verticalmente para o feto, resultando em sífilis congênita (SC). A SC causa graves sequelas (como anemia, alterações neurológicas) e óbitos fetais. Apesar de ser um agravo evitável e de tratamento barato, as taxas no Brasil ainda superam drasticamente as metas da OPAS/UNICEF, revelando barreiras sociais e falhas na qualidade da assistência pré-natal. No Tocantins, o SINAN registrou 3.386 casos de sífilis gestacional e 1.473 de sífilis congênita entre 2018 e 2022. Problema de Pesquisa: O projeto busca identificar as principais características epidemiológicas dos casos de sífilis congênita no Tocantins entre 2014 e 2024 e avaliar quais fatores influenciam a qualidade do pré-natal de forma deficitária nos municípios do estado. Objetivos: O objetivo geral é analisar o perfil epidemiológico e a tendência temporal da sífilis gestacional e congênita no Tocantins, identificando lacunas no pré-natal e realizando um comparativo com o perfil epidemiológico e a qualidade da assistência no estado do Pará. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, de série temporal e abordagem quantitativa. Serão utilizados dados secundários de domínio público extraídos do DATASUS (Sistemas SINAN e SINASC) e IBGE de janeiro de 2014 a dezembro de 2024. A análise estatística longitudinal e a tendência temporal dos dados serão feitas utilizando ferramentas como Excel e o software estatístico R (modelos de regressão de Poisson e Binomial Negativa). Metas e Cronograma: O projeto visa traçar perfis sociodemográficos das gestantes, avaliar o momento do diagnóstico, verificar o tratamento do parceiro, mensurar taxas de transmissão vertical e formular recomendações focadas na Atenção Básica. O cronograma planejado estende-se de setembro de 2026 até setembro de 2027, englobando desde a revisão bibliográfica até a entrega do relatório final.