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Do Moderno ao Modernismo na Amazônia: literatura, música e mulher negra segundo homens de letras do pós-Abolição no Pará (1888-1931)

Unidade
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
Subunidade
FACULDADE DE HISTORIA
Coordenador
ANTONIO MAURICIO DIAS DA COSTA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 5 - Igualdade de Gênero

Resumo

Este projeto aborda a repercussão do tema do primitivismo como construção literária ocidental de matriz europeia, emergente entre fins do século XIX e primeiras décadas do século XX, invocador do par complementar fascinação/repulsa relativo à representação dos corpos e das manifestações culturais de mulheres e homens negros. O lócus da pesquisa é a Amazônia paraense, onde despontaram duas gerações de literatos cuja obra está situada entre o final do século XIX e o início da onda modernista dos anos 1920. Os autores em questão são Juvenal Tavares, João Marques de Carvalho, João de Deus do Rego, José Eustachio de Azevedo, Jacques Flôres e Bruno de Menezes. Em seus poemas, contos, crônicas, novelas e ensaios de folclore, estes escritores abordaram direta ou indiretamente o tema das especificidades socioculturais, festivas e musicais relacionadas a mulheres negras na Amazônia, isto feito na chave do primitivo enquanto topos literário. Este projeto visa identificar e discutir o alcance da agência de mulheres negras e mestiças diante deste tipo de divulgação literária e folclórica a elas relacionada.