Influência de solução antioxidante a base de maracujá (Passiflora edulis) na resistência de união adesiva ao esmalte clareado
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Resumo
O objetivo deste estudo será avaliar a influência de uma solução antioxidante a base de maracujá (Passiflora edulis), não concentrações de 10% e 35%, sobre a resistência de união adesiva ao esmalte clareado. Serão utilizados dentes incisivos bovinos hígidos da espécie Bos taurus indicus. Inicialmente os dentes serão desinfetados e limpos. Em seguida, os dentes serão seccionados no limite da junção amelocementária (JCE) utilizando disco diamantado dupla-face acoplado em peça reta e motor de baixa rotação, as coroas limpas e incluídas, individualmente, em tubos de policloreto de vinila (PVC) (20 mm de diâmetro e 1,1 cm de altura), com resina acrílica autopolimerizável. O total de dentes será aleatoriamente distribuído em 11 grupos experimentais, de acordo com a realização do clareamento, aplicação de gel antioxidante a base de ascorbato de sódio nas concentrações de 10% e 35%, aplicação de solução antioxidante a base de maracujá nas concentrações de 10% e 35%, e tempo decorrido após o clareamento para a realização da união adesiva em esmalte. Nos grupos submetidos ao clareamento dental, o agente clareador utilizado será o peróxido de hidrogênio a 40% (PH40) (Opalescence Boost; Ultradent, Brasil), aplicado em uma espessura de 1 mm de gel (conferida com o auxílio de uma sonda periodontal milimetrada) na superfície de esmalte dental. O gel clareador será aplicado uma única vez por sessão, por um tempo de 40 minutos, permanecendo os corpos de prova em estufa biológica (37ºC) durante o tempo de clareamento. O protocolo clareador será realizado em três sessões, com um intervalo de 7 dias entre estas. Entre as sessões clareadoras, os espécimes serão armazenados e mantidos em saliva artificial e estufa biológica (37ºC). Nos grupos submetidos a aplicação dos antioxidantes a 10% (ascorbato de sódio ou a base de maracujá),estes serão aplicados a uma espessura de 1 mm (conferida com o auxilio de uma sonda periodontal milimetrada) na superfície do esmalte dental. O antioxidante permanecerá na superfície do esmalte durante 10 minutos e será agitado com o microbrush a cada 1 minuto. Em seguida, o antioxidante será lavado e os espécimes serão armazenados em saliva artificial. Nos grupos submetidos aos antioxidantes a 35%, estes serão aplicados a uma espessura de 1 mm (conferida com o auxílio de uma sonda periodontal milimetrada) na superfície do esmalte dental. O antioxidante será aplicado na superfície do esmalte em duas etapas: inicialmente durante 1 min, em seguida a superfície será lavada com água destilada por 1 min; e o procedimento será repetido mais uma vez (sendo assim, o antioxidante permanecerá em contato com a superfície por 2 min no total). Em seguida, o antioxidante será lavado e os espécimes serão armazenados em saliva artificial. Após 24h, 2 cilindros de resina composta serão confeccionados em cada superfície de esmalte de cada corpo de prova. Após 24h, os corpos de prova serão fixados à máquina de ensaio universal (KRATOS KE, Cotia, SP, Brasil). Um fio metálico de 0,2 mm de diâmetro (Morelli, Sorocaba, SP, Brasil) será usado para laçar o prolongamento da célula de carga e o cilindro de resina composta. O mesmo envolverá o semicírculo inferior do cilindro, mantendo contato com a superfície de esmalte vestibular. O ensaio mecânico de microcisalhamento será realizado com velocidade de 0,5 mm/min. Os valores de resistência de união serão obtidos em megapascal (MPa). Após o ensaio mecânico, os CPs serão avaliados em lupa estereoscópica (SZ2-ILST, Olympus SZ61, Tóquio, Japão) com aumento de 40X, e os padrões de fratura classificados em: (A) adesivo, (CE) coesivo em esmalte, (CR) coesivo em resina composta e (M) misto. A análise estatística será realizada com o programa SPSS versão 17.0 (SPSS Inc, Chicago, IL, EUA). Para o teste de microcisalhamento, será verificada a destruição normal dos dados pelo teste de Shapiro Wilk (p≥0.05) e se confirmando, o teste estatístico de eleição será a análise de variância (three way - ANOVA) com teste post hoc de Tukey, adotando-se o nível α de significância de 5%. Uma vez não confirmada a normalidade na distribuição dos dados, a análise utilizada será a de Kruskal-Wallis com teste post hoc de Dunn, adotando-se o nível α de significância de 5%.