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Uso do território e modernização do espaço em pequenas cidades da Amazônia Brasileira.

Unidade
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
Subunidade
FACULDADE DE GEOGRAFIA
Coordenador
MARCIO DOUGLAS BRITO AMARAL
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Resumo

O estudo tem como preocupação central analisar o USO DO TERRITÓRIO E A MODERNIZAÇÃO DO ESPAÇO EM PEQUENAS CIDADES DA AMAZÔNIA, observando a experiência do litoral do salgado paraense, uma região de colonização antiga que historicamente foi invisibilizada nas políticas de modernização, e a região do Xingu, que recentemente tem passado por processos violentos de modernização em função de grandes projetos. O estudo sobre pequenas cidades contribui para o entendimento da realidade regional, pois, esses espaços condensam populações, dinâmicas econômicas e socioterritoriais centrais para o entendimento da Amazônia brasileira. Os usos do território confirmam uma diversidade de apropriações e demandas comumente invisibilizadas pelas ações do capital, do Estado e das políticas públicas. Na perspectiva da relação rural-urbano e sociedade-natureza, pontua-se a permanência de apropriações comuns dos recursos e espaços regionais. Por fim, o desenvolvimento do capital, as políticas de Estado e as parcerias público-privadas constatadas denotam o avanço dos valores de troca, as alterações da relação com os recursos em uma perspectiva de mercado e uma intensificação da situação de contradições e conflitos na região. A pesquisa procura olhar as pequenas cidades da Amazônia, de um lado, da perspectiva da modernização do espaço, procurando apontar suas diferentes modernizações manifestadas no espaço - a presença de tempos desiguais concretizados espacialmente -, e de suas conexões com a formação socioespacial; e, de outro lado, da perspectiva do uso do território, que permite observar a natureza política desse processo de modernização, de modo a perceber que o mais importante não é o “território em si”, mas o seu uso, o que abre a possibilidade de entender que nem tudo no espaço contemporâneo, nas pequenas cidades, é o resultado da lógica das verticalidades, dos espaços de fluxos, devendo-se observar também, o eixo das horizontalidades, das solidariedades orgânicas.