Avaliação do estado nutricional, consumo alimentar e iniquidades em saúde de crianças menores de 5 anos
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 7 - Energia Acessível e Limpa
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários
Resumo
Caracterização geral do problema a ser abordado. A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) destaca a avaliação do estado nutricional e de práticas de amamentação e consumo alimentar como ferramenta importante para identificar prioridades de ação de acordo com o perfil alimentar e nutricional da população assistida e estabelecer diretrizes dietéticas, determinar associações entre dieta e saúde na população e projetar programas de alimentação e nutrição, considerando as iniquidades em saúde coletiva. Assim, o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) pesquisou o consumo alimentar individual, sua associação com o estado nutricional e a deficiência de micronutrientes, bem como aspectos socioeconômicos e saúde em crianças brasileiras menores de 5 anos. Objetivos. Avaliar as práticas de alimentação complementar, consumo alimentar, o estado nutricional antropométrico e a epidemiologia das deficiências de micronutrientes (hemoglobina, ferritina, proteína C reativa, zinco, selênio, vitamina A, vitamina D, vitamina E, vitamina B1, vitamina B6, vitamina B12, e folato) considerando os aspectos sociodemográficos e de saúde em crianças brasileiras menores de 5 anos, segundo macrorregiões do país, faixa etária e sexo. Métodos. Trata-se de um subprojeto que utilizará dados coletados pelo ENANI-2019, que compreende um inquérito nacional de base domiciliar. A população de pesquisa foi definida pelo conjunto de domicílios particulares permanentes onde residisse pelo menos uma criança com menos de 5 anos completos de idade, localizados em todo o território nacional, como na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Não fizeram parte da população de pesquisa domicílios com crianças: (1) indígenas que vivessem em aldeias; (2) estrangeiras residentes em domicílios onde não se falasse a língua portuguesa; (3) com alguma condição que as incapacitasse à medição antropométrica; e (4) moradoras em domicílios coletivos (hotéis, pensões e similares, orfanatos e hospitais). O tamanho da amostra foi estimado em 15.000 domicílios em 123 municípios, sendo incluídos ao final da coleta de dados 12.524. Para este projeto serão utilizados dados coletados de acordo com os eixos do estudo maior, que são: (I) Avaliação do aleitamento materno e do consumo alimentar. Serão utilizados dados do questionário estruturado com perguntas sobre alimentos consumidos no dia anterior à entrevista e recordatório de 24h. Serão estimados: (a) a prevalência de indicadores de consumo alimentar da criança; (b) o consumo de energia, macro e micronutrientes e (c) a participação de alimentos ultraprocessados na dieta. Serão também identificados padrões alimentares das crianças. (II) Avaliação do estado nutricional a partir da antropometria. A partir das medidas antropométricas de comprimento/estatura e massa corporal (MC) o estado nutricional das crianças será avaliado e classificado de acordo com os padrões de referência da OMS. (III) Estimativa de carências de micronutrientes. Os marcadores: hemoglobina, ferritina, proteína C reativa, zinco, selênio, vitamina A, vitamina D, vitamina E, vitamina B1, vitamina B6, vitamina B12 e folato, serão utilizados para o refinamento do diagnóstico das deficiências nutricionais e para auxiliar na validação dos indicadores de consumo e identificação de biomarcadores associados a padrões alimentares.