← Voltar

Polimorfismos em genes de metabolismo do mercúrio em populações humanas: Uma revisão sistemática e metanálise

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ALTAMIRA
Subunidade
FACULDADE DE MEDICINA/ALTAMIRA
Coordenador
ADENILSON LEAO PEREIRA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Resumo

O mercúrio é um metal que pode causar sérios problemas de saúde quando ingerido ou inalado, e seu metabolismo varia significativamente entre diferentes populações. A forma mais comum de exposição ao mercúrio é através do consumo de peixes contaminados, especialmente em comunidades ribeirinhas e pesqueiras. Uma vez no organismo, o mercúrio pode ser metabolizado em diferentes formas, como mercúrio inorgânico e metilmercúrio, cada uma com efeitos distintos sobre a saúde humana. Esses processos metabólicos são influenciados por fatores genéticos, ambientais e dietéticos, o que leva a variações de vulnerabilidade e na capacidade de desintoxicação entre as populações. Polimorfismos genéticos são variações na sequência de DNA que ocorrem naturalmente entre os indivíduos de uma mesma espécie. Eles não necessariamente causam doenças, mas podem influenciar características como cor dos olhos, altura, ou até mesmo a predisposição a certas condições de saúde. Como essas variações são comuns na população, ajudam a explicar por que cada pessoa é única, sendo também úteis em estudos sobre hereditariedade, doenças e evolução. Em suma, referem-se a variações na sequência de DNA que ocorrem em mais de 1% da população e podem influenciar a expressão ou a função de genes. Os polimorfismos genéticos, que são variações no DNA entre indivíduos, desempenham um papel crucial na forma como o mercúrio é metabolizado e excretado pelo corpo. Por exemplo, polimorfismos em genes como Glutationa S-Transferase Teta 1 (GSTT1), da Glutationa S-Transferase Mu 1 (GSTM1) e do Cytochrome P450 Family 1 Subfamily a Member 2 (CYP1A2) podem alterar a eficiência dessas enzimas que estão envolvidas no metabolismo do mercúrio, podendo causar diferentes níveis de susceptibilidade à toxicidade do mercúrio. Alguns genótipos podem estar associados a uma maior retenção de mercúrio no organismo, aumentando o risco de efeitos adversos, como problemas neurológicos e renais. Essas variações genéticas ajudam a explicar por que alguns indivíduos em uma população são mais afetados pela contaminação por mercúrio do que outros. Muito embora existam estudos genéticos que demonstrem o papel de polimorfismos no metabolismo do mercúrio os resultados sobre essas variantes permanecem ainda contraditórios. Para melhor avaliar estes polimorfismos, um estudo de revisão sistemática e metanálise é requerido pela maior capacidade de associação de dados e aumento de poder de associação estatística que os estudos metanalíticos possuem.