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Cidades amazônicas e neoextrativismo: logística, infraestruturas e mercados

Unidade
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS SOCIAIS
Coordenador
CARLOS FREIRE DA SILVA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Resumo

O projeto anterior propunha analisar a influência chinesa na expansão da fronteira agrícola da Amazônia. A atuação chinesa junto ao agronegócio brasileiro ocorre, sobretudo, na infraestrutura de circulação e comercialização de grãos. A maior parte das empresas chinesas que atuam no setor de agronegócio brasileiro são empresas de infraestrutura e logística que através do monopsônio e oligopsônio, de fato, controlam o mercado de grãos oleaginosos no país. Cidades médias como Santarém, Marabá e Barcarena assumiram centralidade no processo de circulação da soja cultivada até os países da Europa e a China. O presente projeto visa continuar e desdobrar questões que foram levantadas na pesquisa anterior. Busca problematizar essas reconfigurações do capitalismo neoextrativista a partir das cidades amazônicas desde uma perspectiva situada. Como destacam Verônica Gago e Sandro Mezzadra (2017), a noção de extrativismo atualmente pode ser mobilizada para além da mineração e da agricultura, como costuma ser pensada na América Latina. Os autores elaboram a noção de extrativismo buscando captar a especificidade de processos de valorização e acumulação de capital contemporâneos que ampliam a noção de exploração para pensar a financeirização, a despossessão e a persistência da assim chamada acumulação primitiva. Portanto, ao mobilizarmos a noção de extrativismo tal qual formulada por Gago e Mezzadra, buscamos pensar as dinâmicas da Amazônia urbana desde a maneira como se relaciona com os processos transnacionais de acumulação. Qual a importância das cidades amazônicas para entendermos as transformações e conflitos da Amazônia? Como o extrativismo capitalista se expressa e se articula a partir das cidades amazônicas? O projeto propõe uma continuidade na proposta anterior de pesquisa a influência chinesa na expansão da fronteira agrícola a partir das infraestruturas logísticas. Expande para tratar das infraestruturas das cidades amazônicos a partir da financeirização e da logística associada as dinâmicas de acumulação extrativistas. Visa também abrigar outras pesquisas na graduação e na pós-graduação em cooperação que discutam de maneira situada essas questões.