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“Navegando nos Maretórios das Resex Marinhas da Amazônia”

Unidade
INSTITUTO DE ESTUDOS COSTEIROS - IECOS
Subunidade
FACULDADE DE ENGENHARIA DE PESCA - BRAGANCA
Coordenador
ROBERTA SA LEITAO BARBOZA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 14 - Vida na Água

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos

Resumo

O termo maretório vem sendo utilizado pelo movimento social de pescadoras e pescadores das Reservas Extrativistas (RESEX) marinhas do litoral amazônico e ainda por algumas instituições de pesquisa, em contraponto ao conceito de território, sobretudo por lideranças extrativistas pesqueiras para definir suas dimensões simbólicas e culturais peculiares, relacionadas as formas de uso e compreensões do espaço litorâneo, onde as marés assumem protagonismos mais significativos que a própria terra (NASCIMENTO e BARBOZA, 2020, p.244). Assim, a proposta do termo é considerar o ambiente aquático e as relações culturais e sociais estabelecidas com este, pelos povos tradicionais das águas e das marés. O temo reconhece a importância de considerarmos estes ambientes, os manguezais, praias, furos, maré, como espaços de reprodução dos modos de vida e acumulo de saberes de povos tradicionais das águas e das marés. É no espaço dos maretórios e junto às pessoas que ali desenvolvem suas atividades sociais, econômicas e culturais e que nele vivem, que o LABPEXCA (Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão pesqueira de comunidades amazônicas) vem desenvolvendo e pretende continuar a estabelecer parcerias para a realização de diversas atividades (ensino, pesquisa e extensão) que possam contribuir a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. Esta proposta está organizada em diferentes eixos (relações sociais, mudanças climáticas e saúde) que serão reunidos para melhor compreensão, sendo que alguns desses eixos são transversalizados por temáticas comuns e quando possível, serão realizadas analises que integrem os diversos eixos com ênfase para trabalhadoras e trabalhadoras da pesca, como pescadores, marisqueiras e carpinteiros navais artesanais, cujas atividades demonstram especificidades de ambiente, técnicas e saberes-fazer que devem ser considerados nas diversas políticas públicas de apoio a sua reprodução social, especialmente aquelas direcionadas à saúde e segurança destes trabalhadores, e equidade entre gêneros. Serão levantadas informações importantes acerca do maretório na Amazônia, com finalidade de uma melhor compreensão do espaço e das comunidades tradicionais que nele/dele vivem para contribuir com a gestão da área, com foco no manejo da pesca, mas sem deixar de considerar as/os principais sujeitos que realizam a atividade. É importante destacar que a pesca artesanal no Nordeste Paraense se caracteriza por ser desenvolvida com regularidade, sendo que 88,4% dos municípios dessa região, a desenvolvem de modo contínuo, ou seja, a executam durante o ano todo (SANTOS 2005), e o Pará é o Estado com segundo maior número de pescadoras do Brasil. A seguir será realizada uma breve descrição de alguns eixos que compõe este projeto, trazendo a relevância e justificativa do mesmo.