Alerta Dourado: monitoramento do mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) na região Amazônica
ODS vinculados
- 6 - Água Potável e Saneamento
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente
Resumo
A nível global, a invasão biológica por espécies exóticas invasoras é considerada uma das principais ameaças à biodiversidade e aos serviços ecossistêmicos. Entre as inúmeras espécies invasoras do ambiente aquático, destaca-se o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) por sua elevada plasticidade ambiental e potencial de dispersão. Esse invasor foi introduzido na América do Sul em 1991 (Rio de La Plata, Argentina), chegando ao Brasil em 1998, simultaneamente na bacia do Alto Paraguai (Mato Grosso do Sul), e no Lago Guaíba (Rio Grande do Sul) e, recentemente (ano de 2023, Rio Tocantins Pará) foi registrado na região Amazônica. Atualmente o mexilhão-dourado está presente em oito das doze bacias hidrográficas ocasionando severos impactos ambientais e socioeconômicos. A invasão do mexilhão-dourado na Amazônica destaca uma elevada preocupação principalmente pelo papel ecológico relevante que a região possui e a considerável utilização dos recursos naturais pelas comunidades locais. Nesse contexto, instrumentos que objetivam monitorar e mitigar os efeitos da espécie nos ambientais aquáticos e detecção precoce de novos registros permitem avaliações mais precisar e possibilitam em tempo real acompanhar a dispersão da espécie. Tais ações são importantes para a subsidiar ações de gestão e prevenção de impactos. Assim, considerando a grande extensão territorial da região, bem como a abrangência de corpos hídricos, a criação de uma plataforma digital, tal como a Alerta Dourado, se faz importante e necessária pois reunirá informações de registro de ocorrência de mexilhão-dourado, bem como o compartilhamento e gerenciamento de informações sobre a especie invasora. Permitirá, também, para o monitoramento participativo da espécie, bem como a avaliação dos impactos socioeconômicos e ambientais já ocorrentes e prever novos impactos, possibilitando a criação de estratégias de gestão que objetivam a conservação dos rios amazônicos.