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Confluências Amazônicas: Arte, Ciência e Saberes Tradicionais diante das Mudanças Climáticas na Amazônia Costeira

Unidade
INSTITUTO DE ESTUDOS COSTEIROS - IECOS
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS NATURAIS - BRAGANCA
Coordenador
DHEMERSSON WARLY SANTOS COSTA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental

Resumo

Há linhas de educações ambientais por todos os lados. Certamente, há uma linha hegemônica, autorizada a dizer o que é ou não ecologia. Mas há também linhas minoritárias que atravessam educações ambientais outras. A primeira atravessa uma segmentaridade institucional, refere-se aos acordos, às cartas, aos documentos e às declarações firmadas em conferências internacionais sobre clima e meio ambiente, mediadas pelas Nações Unidas. Essa educação ambiental aparece nos currículos escolares, nas políticas educacionais, em cartilhas e diretrizes, sendo produzida por uma maquinaria governamental para fundamentar políticas públicas na esfera municipal, estadual e federal, assim como para ampliar o repertório epistêmico em educação ambiental. Por sua vez, é possível sentir os atravessamentos ecologistas em outros territórios existenciais para além daqueles que foram historicamente institucionalizados. Essas outras ecologias aparecem nos discursos e nas práticas de grupos – coletivos artísticos, fazedores de cultura, grupos de mulheres pescadoras, movimentos sociais e religiosos – que, diante da ausência de instrumentação científica, estão situados às margens da máquina política de fazer educação ambiental. Esses grupos, com seus discursos e práticas, produzem ecologias descoladas dos padrões normalizadores – que homogeneízam os meios de pensar a educação ambiental – e dos modos de habitar a Terra que se opõem às ações predatórias e destrutivas do capital. Diante dessa postura radical é possível, se não classificarmos – para evitar as classificações universalizantes das ciências humanas –, pensarmos, de acordo com Godoy (200 8), essas ecologias como menores. O presente projeto de pesquisa, portanto, nasce com o objetivo de conhecer que ecologias menores estão sendo produzidas no interior dos grupos e coletivos situados na Amazônia Bragantina, quais os seus modos singulares de funcionamento e como suas práticas e discursos podem ampliar o horizonte na ação política e pedagógica de fazer educação ambiental.