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ESTAÇÃO ECO-EDUCACIÊNCIA NA AMAZÔNIA COSTEIRA: PERCEPÇÕES E PRÁTICAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS COM FOCO NAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Unidade
INSTITUTO DE ESTUDOS COSTEIROS - IECOS
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS - BRAGANCA
Coordenador
ROSIGLEYSE CORREA DE SOUSA FELIX
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima

Impacto na Amazônia

  • Mudanças Climáticas – Mudanças Climáticas

Resumo

As mudanças climáticas se constituem como um importante desafio na atualidade e a humanidade precisa enfrentá-lo com urgência e seriedade, sendo importante discutir essa questão localmente. A escola em um cenário de mudanças climáticas, tem grande potencial de indicar a necessidade de inovações diversas, com foco em resiliência da comunidade escolar e das famílias para fazer face a tais desafios. Esta proposta tem como foco principal as comunidades escolares da Reserva Extrativista Marinha Caeté Taperaçu (Resex Caeté-Taperaçu), situada no setor Atlântico Costeiro do Estado do Pará. Tais comunidades tradicionais, situadas em zona costeira, dependem diretamente dos recursos vivos e não vivos locais, que estão intrinsecamente relacionados à economia de subsistência, à memória afetiva, aos valores e à manutenção/reprodução cultural. Portanto, as alterações decorrentes dos eventos climáticos, comprometem aspectos econômicos, sociais e culturais dessas comunidades, ameaçando seus territórios e suas forma de viver, trabalhar, cultuar e socializar. Nesse caminho, nos perguntamos: Como estudantes de comunidades tradicionais percebem as mudanças climáticas e constroem conceitos científicos para subsidiar enfrentamentos à essas mudanças. Nosso objetivo geral consiste em analisar a percepção e os enfrentamentos da comunidade escolar sobre as mudanças climáticas na Reserva Extrativista Marinha Caeté-Taperaçu. Uma das hipóteses é que os estudantes têm percebido alterações climáticas a partir dos modos de vida tradicional, contudo, os enfrentamentos nesses espaços ainda são limitados pela falta de integração entre saberes locais e conceitos científicos ambientais. Dentre as estratégias metodológicas, serão desenvolvidos: diagnóstico participativo sobre as percepções da comunidade escolar, ações de letramento ambiental climático e implantação de uma estação (Eco-EducaCiência) para fomentar a ciência cidadã e práticas sustentáveis para o enfrentamento das mudanças climáticas.