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MANGUES DA AMAZÔNIA - FASE 2

Unidade
INSTITUTO DE ESTUDOS COSTEIROS - IECOS
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS - BRAGANCA
Coordenador
MARCUS EMANUEL BARRONCAS FERNANDES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos

Resumo

A Fase-2 do projeto Mangues da Amazônia ampliou o número de Reservas Extrativistas Marinhas (RESEX Mar), permitindo maior atendimento às comunidades tradicionais. O projeto vai atender 5620 participantes diretos, sendo aproximadamente 76,5% crianças e adolescentes, além de 9.000 participantes eventuais. Nesta fase, as atividades vão se concentrar na RESEX Mar de Tracuateua (Tracuateua-PA), de Caeté-Taperaçu (Bragança-PA), de Araí-Peroba (Augusto Corrêa-PA) e de Gurupi-Piriá (Viseu-PA). O eixo ambiental tem ênfase no Reflorestamento, com atividades associadas como o aprimoramento da escolha de sementes através do uso da diversidade genética; mapeamento de áreas de corte de madeira e áreas degradadas; estrutura das florestas de mangue, com estimativas de biomassa e carbono; sequestro de carbono, medindo a redução de emissões de gases de efeito estufa; e monitoramento do retorno do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) às áreas reflorestadas. No eixo Socioambiental, a atividade principal é a Educação Não Formal, com apoio da Psicologia Escolar para o melhor aprendizado, garantindo um ensino de qualidade, inclusivo, diverso e, sobretudo, democrático para o público infantojuvenil, através do Clube do Recreio (4-6 anos); AlfaMangue (7-9); Clube de Ciências (10-12) e Protetores do Mangue (13-15). Diferentes grupos sociais também vão participar do Eixo Socioambiental no contexto socioeducativo, via atividades de formação e capacitação profissional. Como estratégia, os dois eixos vão utilizar uma abordagem participativa, conectando o conhecimento técnico-científico com o conhecimento tradicional. Da mesma forma, as atividades oriundas das demandas comunitárias vão facilitar a interação do projeto com outros grupos sociais. A democratização da informação também é uma preocupação do projeto por ser um meio relevante para multiplicar e transmitir conhecimento, especialmente aquele gerado no projeto. A abordagem sociocultural também está presente nas estratégias de ação, garantindo e facilitando a interlocução do projeto com o público-alvo, através do plano de comunicação social, onde temas diversos são enfatizados via a capacitação e formação de diversos grupos sociais, para gerar agentes multiplicadores, mais sensíveis e com maior responsabilidade frente às questões socioambientais locais. Por fim, a Fase-2 apresenta inovações na abordagem ambiental, usando a diversidade genética na escolha das sementes para o reflorestamento, enquanto na abordagem socioeducacional insere a Psicologia Escolar para atender às necessidades de aprendizagem e saúde comportamental infantojuvenil, gerando resultados e alto impacto, replicáveis, consistentes e adaptáveis às boas práticas para efeito de conservação e bem-estar das comunidades estuarino-costeiras amazônicas.