Os saberes educativos das Exus-mulheres/ Pombagiras: um estudo das pedagogias das encruzilhadas, do saber feminino ancestral e encantado
ODS vinculados
- 4 - Educação de Qualidade
- 5 - Igualdade de Gênero
- 10 - Redução das Desigualdades
Resumo
Esse trabalho tem como finalidade realizar uma pesquisa de campo e analise bibliográfica-documental, buscando um estado do conhecimento primeiramente, sobre as produções teóricas e as matrizes epistemológicas que pautam as pedagogias das encruzilhadas, a pedagogia da ancestralidade, saberes das mulheres negra e o sagrado feminino. Relacionar os estudos das bibliografias e literaturas com a vivência de campo no Terreiro de Umbanda Caboclo João da Mata. Pretende-se realizar uma análise de cunho epistemológico, que possa fornecer elementos para pensar a produção do conhecimento na educação de terreiro e popular, na pedagogia das encruzilhadas, pedagogias da ancestralidade e decolonial em seus diálogos permanente com a luta das mulheres negras e afroamazônidas e a luta antirracista. A pesquisa Os saberes educativos das Exus-mulheres/ Pombagiras: um estudo das pedagogias das encruzilhadas, do saber feminino ancestral e encantado emerge da própria questão que trata do ser mulher, das mulheres que vieram antes de nós, as que nos possibilitaram o acesso ao conhecimento, que nos ensinaram a encantaria da vida e do existir como mulheres. A educação que vivenciamos, de maneira geral, apresenta a reprodução do patriarcado como pilar estruturante da sociedade capitalista e para isso e fundamental pensar pedagogias outras, que sejam capazes de fazer o enfrentamento as estruturas educativas racistas. Neste sentido, é necessário práticas e saberes educativos inscritos em modos de luta antirracista e feminista que potencialize as vivências e inteligências, transpondo muros patriarcais, avivando alegrias, fazendo girar a roda e os modos de trato no mundo masculino branco- hetero- bueqguês (Zalesk, Rufino, 2021). O patriarcado é uma das heranças históricas que continua a negar e a suprimir as mulheres em todas as suas dimensões, inclusive na educação. Neste sentido, levantar teorias que nos ajudem a pensar uma ação educativa mais inclusiva, democrática, com justiça de gênero e antirracista é urgente e necessária, para o enfrentamento das desigualdades de gênero e a conquista de direitos. A produção de uma educação que paute a concepção das mulheres negras é um enfrentamento duplo, pois é a composição da luta e o combate à cultura machista e violenta que ainda tira a vida dessas mulheres, combinando todas essas lutas com a produção epistemológica enraizada na realidade da ancestralidade e das religiões de matriz africana, combatendo a intolerância religiosa.