POTENCIAL NEUROPROTETOR DO EXERCÍCIO FÍSICO EM POPULAÇÕES AMAZÔNICAS EXPOSTAS AO METILMERCÚRIO: UMA ABORDAGEM EPIDEMIOLÓGICA, AMBIENTAL E EXPERIMENTAL
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 10 - Redução das Desigualdades
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos
- Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente
- Mudanças Climáticas – Mudanças Climáticas
Resumo
O projeto pretende investigar o papel do exercício físico na intoxicação mercurial em populações ribeirinhas da Amazônia. o exercício físico foi pensado como uma alternativa na mitigação dos efeitos neurológicos da intoxicação mercurial no contexto amazônico. populações tradicionais como os ribeirinhos da Amazônia enfrentam uma intoxicação crônica por mercurio, principalmente via ingestão de peixe contaminado. esse tipo de intoxicação não responde adequadamente ao tratamento farmacológico, embora este seja muito útil na intoxicação aguda como ocorre em acidentes industriais ou mesmo domésticos, como a quebra de uma lâmpada ou termômetro. Assim, o exercício físico surge como uma ferramenta alternativa, de baixo custo, e absolutamente factível para essas comunidades, com potencial de mitigar os efeitos neurotóxicos no mercurio. Para tanto, empregaremos uma abordagem epidemiológica nas populações ribeirinhas, investigando os níveis de contaminação, os sintomas relacionados à intoxicação por mercurio, e como estes se relacionam. ainda, aplicaremos questionários que nos informem sobre os níveis exercício físico praticados por essas populações, para então cruzar todos os dados e observar se há alguma tipo de relação entre a prática do exercício e os sintomas neurológicos autorreferidos. Experimentalmente, utilizaremos diferentes protocolos de intoxicação mercurial em roedores, e avaliaremos, em termos celulares, bioquímicos e comportamental, o potencial do exercicio físico em mitigar os efeitos neurotóxicos no mercúrio. Esse projeto visa uma alternativa para mitigar o terrível problema dos sintomas neurológicos resultantes da intoxicação mercurial que aflige especialmente as populacões tradicionais da Amazônia, e que tem se intensificado com o aumento da atividade garimpeira, do número e intensidade das queimadas, e do grande número de barragens hidrelétricas, que contribuem bastante para a mobilização do mercurio, favorecendo a contaminação humana.