Experivivências decoloniais enredadas pelos processos de ensino e aprendizagem nas práticas de alfabetizações, letramentos e ludicidade na Formação docente
ODS vinculados
- 4 - Educação de Qualidade
- 10 - Redução das Desigualdades
Resumo
O projeto de pesquisa Experivivências decoloniais enredadas pelos processos de ensino e aprendizagem nas práticas de alfabetizações, letramentos e ludicidade na Formação docente objetiva compreender as diferentes possibilidades de formação inicial e continuada de professores pautadas nas práticas de linguagem nas relações com os territórios que atravessam as escolas e as instituições não-formais de ensino. Dessa maneira, criar condições para que os docentes em formaçãoe/ou os docentes já em efetivoexercício possam sentir, viver e intervir nos processos de alfabetizações e letramentosconectados com a ludicidade. Tais enviesamentos são necessários, tendo emvista que as experivivênciassão favoráveis para que os sujeitos em diferentes momentos de constituição da docência se lancem aos desafiosde estudar, criar, aprender e intervir nas mais diversas formas de manifestaçõesde escrita, de oralidade e as necessidades de leitura para intervir positivamente. Para tanto, cartografar as comunidades a partir dastemáticas que atravessam as suas realidades. A criação de situações desafiadoras a partir das cenas que constituem o universo escolar e a vida para além dos muros da escola e/ou dos espaços não formais de ensino atravessados pelas possibilidades lúdicas em prol das aprendizagens. Nosso desafio diário é articular diferentes elementos que constituem a formaçãodo professor nas várias singularidades possíveis, a saber: o letramento acadêmico considerando que a tríade oralidade, leitura e escrita assume aspectos formativos que devem ser tratados ainda na formação inicial e seguir na formação continuada, posto que o docente precisa ser um pesquisador contínuo. Nesse direcionamento,estar atento às deficiências, transtornos de aprendizagem que desafiam suas práticas a cada ano e as tecnologias digitais (SILVA, 2026) aparecem como estratégias de trabalho, via jogos (online e offline), principalmente, com alunos com algum tipo de deficiência. Para tanto, se torna essencial articularmos as realidades cotidianas das comunidades ribeirinho, quilombolas e da cidade às práticas de linguagem nos processos de alfabetização e letramento em língua portuguesa e nas suas interfaces com as diferentes áreas do conhecimento. O caráter memorialístico assume função relevante ao considerarmos que oconhecimento é sociohistoricamente construído e as trajetórias dessas populações precisam ser consideras no trabalho com a linguagem e suas interfaces, quando optamos por uma perspectiva decolonial envolvendo as práticas socioculturais. Tais encaminhamentos mostram a perspectiva enunciativo-discursiva da linguagem tratando da diversidade textual, práticas de linguagem (oralidade, leitura/escuta, produção textual e análise linguística/semiótica) nas suas discussões e ampliações dos documentos e instrumentos de avaliações oficiais, como é o caso da BNCC e das avaliações em larga escala, seja no âmbito da Graduação e da Pós-Graduação, bem como nas parcerias estabelecidas com grupos de estudo e pesquisa,Rede de bibliotecas comunitárias,Programa Conexões de Saberes, Laboratórios (do IEMCI e dos institutos parceiros, em especial com o LABLUD- LABLINI em construção), da Coordenação de Estágios da FEMCI e Clube de Ciências, SEMEC, PROFLETRAS, PPGL, PPGDOC,, Usinas da Paz, Movimento República de Emaús e escolas públicas municipais e estaduais (SEMEC e SEDUC) em prol do fortalecimento das identidades, afetos docentes e das aprendizagens das crianças, jovens, adultos e idosos atendidos pelo projeto de pesquisa e pelos seus desdobramentos, via projetos de ensino e de extensão e parcerias com docentes das diferentes áreas do conhecimento (do IEMCI, ILC, ICA, NEB, etc.) e laboratórios de Alfabetização, Linguagem, Letramento das diferentes universidades.