EXPOSIÇÕES DE ARTE COM AUTORIAS NEGRAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A CONSTRUÇÃO DE IMAGENS EMANCIPATÓRIAS NA DIÁSPORA.
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- 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
Resumo
No século XXI foram consolidadas as discussões teóricas sobre as artes negras, assim como aumentou o número de exposições de arte com autorias negras em museus e em centros culturais de artes com projeção nacional e internacional no cenário artístico brasileiro. Artistas negras e negros, curadoras negras e curadores negros, estão construindo novas narrativas imagéticas, a partir de Uma contravisualidade, ou seja, um modo que sujeitos negros reivindicam para si o direito a olhar. (DAMACENO, 2018). Ao visitar e observar algumas exposições como: Rosana Paulino: a costura da memória (2018 na Pinacoteca de São Paulo); Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros (2021 no Instituto Moreira Sales de São Paulo e 2023 no Museu de Arte do Rio/RJ); Um Defeito de Cor (2022 no Museu de Arte do Rio/RJ e 2023 Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira/BA); dos brasis arte e pensamento negro (2023 no SESC Belenzinho - São Paulo/SP); Heitor dos Prazeres é meu nome (2023 no Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro/RJ), Antonio Obá: Revoada (2023 na Pinacoteca do Estado de São Paulo) e Encruzilhadas da arte afro-brasileira (2023 no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo/SP e 2024 Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte/MG ), foi despertado o interesse de compreender como essas mostras podem contribuir efetivamente para a construção de imagens emancipatórias para a população negra na e em diáspora, como uma recusa às violências visuais cotidianas. Realizando uma confluência interdisciplinar entre a Museologia e as Artes Visuais Contemporâneas, esse estudo contribuirá para a ampliação das análises sobre mostras com autorias negras, elucidando o compromisso político para a criação de novos regimes de visibilidades no sistema da arte brasileiro.